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ECONOMIA

Analistas prevêem desconto no preço da oferta de ações da CESP

Agência Reuters

Por Agência Reuters

24/07/2006 - 21:38 h

Analistas esperam que o preço da ação da Cesp na oferta pública fique abaixo do nível atual de 16 reais. Para alguns esse desconto, que dependerá da participação de grandes acionistas como Santander e Eletrobrás, pode chegar a cerca de 10 por cento.



O governo de São Paulo já se comprometeu com ações equivalentes a 1,2 bilhão de reais, fazendo deste modo grande aporte de capital na empresa, depois que vendeu a participação da Cteep por 1,19 bilhão de reais. A Cesp quer obter 2,8 bilhões de reais com a oferta pública de ações.



"Se os grandes acionistas não participarem pode haver excesso de ações no mercado, o que levará a um desconto", disse Sérgio Tamashiro, analista da corretora Itaú, que possui recomendação de "manter" para o papel.



"Mas eu acho uma boa oportunidade para pequenos investidores que já possuem ações, assim como para aqueles que ainda não têm, especialmente uma vez que estão protegidos agora", acrescentou.



No início de julho foi aprovado em Assembléia Geral Extraordinária reforma do estatuto da companhia incluindo a criação de uma nova classe de ações preferenciais (classe B), que asseguram ao acionista direito de tag along (direito ao recebimento de um valor por ação correspondente a 100 por cento do valor pago por ação ao acionista controlador alienante na hipótese de alienação do nosso controle).



A oferta pública envolve ações preferenciais classe B e ordinárias.



Analistas acreditam que as ações da Cesp podem subir mais de 30 por cento até o fim de 2006.



Há duas semanas a agência de classificação de risco Standard & Poor"s elevou o rating da empresa, revisando sua perspectiva de estável para positiva, depois do leilão da Cteep e da promessa do Estado de usar o dinheiro para capitalizar a Cesp, cuja geração de caixa também parece garantida no período 2006-2008 graças à total contratação de energia.



"O fato deles estarem fazendo a oferta de ações com novos fundos esperados, que devem ser usados para reduzir a dívida, é um fato positivo para seus ratings no futuro", disse Marcelo Costa, analista da S&P.



Ele disse que é muito cedo para falar de privatização, já que o governo de São Paulo ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto, mas a colega de Costa, Juliana Gallo, disse em recente relatório da S&P que acredita que o Estado "está disposto a ajudar a Cesp a resolver seu perfil da dívida para uma futura privatização".



O grupo francês Suez disse recentemente que está buscando expandir-se no Brasil e que está acompanhando de perto a Cesp caso seja privatizada depois de uma capitalização, que além da oferta de ações inclui um programa de debêntures de até 2 bilhões de reais e um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc) de até 650 milhões de reais.



O prazo de reserva para investidores não institucionais se encerrou nesta segunda-feira. O fim do processo de fixação do preço de emissão é quinta-feira.



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