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Anbid: emissão de debêntures cai 57% no 1º semestre

Agencia Estado

Por Agencia Estado

18/07/2007 - 16:09 h

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As emissões de debêntures (títulos de renda fixa emitidos por sociedade anônima para tomar empréstimo no mercado) no primeiro semestre deste ano somaram R$ 4,827 bilhões e apresentaram redução de 57% na comparação com o mesmo período de 2006, quando o total foi de R$ 11,3 bilhões. Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), Luiz Fernando Resende, a queda pode ser explicada pelo fato de nos seis primeiros meses deste ano a quantidade de operações de leasing, que incrementou o segmento em 2006, ter sido muito reduzida.

"Essa relação deverá se modificar com o fechamento anual dos dados, uma vez que para o segundo semestre já estão em análise na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) R$ 18 bilhões em operações de leasing", disse. Resende ressaltou também que a menor oferta de títulos de dívida está impactada pelo bom momento do mercado de equities. "O lançamento de dívida ainda é caro no Brasil e, por outro lado, o segmento de ações continua muito sólido", afirmou.

O executivo destacou que o custo das operações de debêntures segue muito elevado e a associação mantém conversa com a CVM para rever a atual forma de cobrança da taxa de registro. "Esta é sim uma demanda de mercado e o tema é parte de nosso debate constante com a autarquia", afirmou.

Ainda de acordo com Resende, a taxa cobrada pela CVM, de cerca de R$ 82 mil, é a mesma para uma operação que envolva R$ 30 milhões ou R$ 1 bilhão, como exemplos. "Parece claro que, proporcionalmente falando, este custo fixo impacta mais uma operação do que a outra. Em alguns casos essa taxa fixa da CVM chega a superar a comissão dos bancos estruturadores", disse.

Queda dos juros

Ainda no segmento de debêntures, a Anbid destacou que a recompra ou resgate desses papéis aumentou de 5% em 2006 para 25% em 2007. "As companhias estão aproveitando a queda dos juros do País para recompor o perfil de suas dívidas", observou Resende.

A destinação dos recursos desses papéis também mostrou que o uso para capital de giro caiu de 42% em todo o ano de 2006 para 33% nos seis primeiros meses de 2007. A utilização para aquisição de participações societárias caiu de 39% para 11%.

Notas promissórias

As emissões de notas promissórias tiveram forte elevação nos seis primeiros meses do ano, de 118%, para R$ 2,779 bilhões. Resende, da Anbid, afirmou que o aumento se deve ao fato de que várias empresas lançaram mão da modalidade para fechar operações em que necessitavam de recursos em prazo muito curto. "Mas no momento seguinte, observamos que esses papéis foram trocados por outros com custos mais baixos", completou.

As emissões de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) também mostraram crescimento, de 35%, para R$ 5,692 bilhões. Resende avaliou que esta modalidade vem crescendo desde 2002 e deverá sustentar esta tendência. "Os FIDCs ainda têm um campo imenso de expansão no Brasil por um longo período de tempo.

A entidade informou que o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) continuou como principal indexador dos papéis de renda fixa lançados em 2007, com 88%, ante 95% em 2006. Também foi destaque o crescimento do uso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como indexador, com participação de 7%, ante 1% em todo o ano passado.

Debêntures

O levantamento da Anbid mostrou também que as taxas de remuneração das debêntures neste ano estão mais altas do que as praticadas em 2006. Ano passado a taxa média foi de 101,7% e ,e este ano, está em 103,9%. Resende avalia que, mais uma vez, o dado está um pouco distorcido por conta da pequena quantidade de operações de leasing neste ano. "Essas instituições financeiras conseguem captar a taxas mais baixas, o que acabou influenciando a média do ano passado."

Até o momento o setor de energia elétrica tem maior participação no volume de captações em renda fixa, com 41%. empreendimentos e participações vem em seguida, com 15%; comércio e varejista também conta com 15%; financeiro, 13%, e construção, 9%.

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