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ECONOMIA

Aneel: geração vai agregar só 5.087 MW em 4 anos

Agencia Estado

Por Agencia Estado

22/01/2007 - 16:40 h

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Nos próximos quatro anos, o Brasil agregará apenas 5.087 MW de potência para a geração de energia elétrica, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse ritmo é menos da metade das necessidades do País no período, pelas projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que prevê um acréscimo na demanda em torno de 2.400 MW médios até 2010, o que exigiria a instalação de pelo menos 12.000 MW a 14.000 MW de potência nos próximos quatro anos para evitar qualquer risco no abastecimento de energia elétrica no final do atual governo.

Os números da Aneel não são endossados pelo governo como um todo, que os considera pessimistas, por só incluírem as usinas que não têm nenhuma restrição ambiental ou financeira para execução e cujas obras estão em andamento. Por isso, recebem o sinal verde da Aneel, enquanto os outros empreendimentos estão rotulados com o sinal amarelo (pequenas restrições ambientais e/ou financeiras) ou vermelho, para usinas com graves dificuldades ambientais e/ou financeiras. O Ministério de Minas e Energia (MME), inclusive, já fez pressão junto à Aneel para rever os critérios, pois considera que os mesmos emitem sinais errados à sociedade brasileira.

A Aneel contra-argumenta alegando que uma das causas do racionamento de energia elétrica em 2001/02 foi o fato de o governo contar com "usinas de papel", ou seja, empreendimentos que estavam programados, mas que ainda não haviam entrado em operação.

Além dos empreendimentos que estão totalmente livres de restrições, a Aneel computa outros 6.246 MW de potência para os próximos quatro anos e que têm "pequenas restrições", recebendo sinal amarelo. Somando-se os dois grupos, a agência reguladora estima um acréscimo na potência de mais 11.334 MW até 2011, que é um ritmo bem inferior aos 14.544 MW instalados no primeiro governo Lula (2002 a 2006), ou os 14.234 MW de potência implantados nos últimos quatro anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1999-2002).

Computando-se também os empreendimentos considerados com graves restrições pela Aneel, e que estão rotulados como o sinal vermelho, o acréscimo previsto para o período 2007-11 subirá para 12.085 MW de potência, ficando abaixo do registrado na média dos últimos oito anos e abaixo das necessidades mínimas identificadas pela EPE, a estatal do MME responsável pelo planejamento de longo prazo do setor energético no País.

O cenário da EPE, que projeta uma necessidade em torno de 2.400 MW médios a cada ano para os próximos quatro anos, é o de "referência" com a economia brasileira crescendo ao ritmo de 4,0% ao ano. Na hipótese de um crescimento mais acelerado, as necessidades seriam maiores, já que tradicionalmente o consumo de energia elétrica cresce acima da economia como um todo. Se o Produto Interno Bruto (PIB) crescer em torno de 4,5% ao ano a demanda de energia elétrica cresceria em torno de 2.600 MW médios ao ano, pelos cálculos da EPE no Plano Decenal 2006-2015, divulgado no ano passado.N

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