ECONOMIA
Aneel: governo pode intervir na disputa do Madeira
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse hoje que, se a disputa pelas usinas do Rio Madeira, em Rondônia, vier a ser prejudicada por conta de dificuldades das empresas em encontrar fabricantes de equipamentos, o governo terá de acionar os órgãos de defesa da concorrência para interferir.
Kelman fez a afirmação ao ser questionado por jornalistas sobre as preocupações de empresas como a Camargo Corrêa, que, conforme noticiou o jornal O Estado de S. Paulo, estariam tendo dificuldades para fazer cotações com os fabricantes de equipamentos de usinas, já que boa parte deles já assinou acordo com a Odebrecht, empresa que também disputará a concessão das usinas.
"É preocupante. Se houver algum tipo de ação que prejudique a competição, penso que o governo teria de interferir, através dos órgãos capazes de garantir a competição", disse Kelman.
O diretor da Aneel disse que, pessoalmente, é favorável à idéia de as estatais do grupo Eletrobrás não participarem do leilão das usinas do Madeira - e ficarem à disposição do vencedor para uma eventual parceria, posteriormente. Na opinião de Kelman, essa medida estimularia a concorrência no leilão. "Se uma subsidiária da Eletrobrás entrar no leilão, a vantagem comparativa do consórcio do qual ela fizer parte será muito grande", disse.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




