ECONOMIA
Apagões agravam crise na Argentina

Por Agencia Estado
"Desde meu primeiro dia no governo escuto essa história, essa teoria do tal colapso e da crise energética!" A frase - com tom irônico - foi pronunciada pelo presidente Néstor Kirchner na terça-feira no início da noite, durante um discurso na Bolsa de Valores de Buenos Aires.
Mas, enquanto Kirchner negava mais uma vez a existência da crise, a hidrelétrica de Alicurá, na Patagônia, deixava de funcionar por falta de água em seu reservatório. Em conseqüência, imediatamente a cidade de Bariloche - abarrotada de turistas - ficou às escuras, com temperatura de até 15 graus Celsius negativos. A energia só voltou ontem ao meio-dia, após um apagão de 16 horas.
Ainda durante o discurso de Kirchner, um outro apagão, de três horas, atingia o bairro de Palermo, em Buenos Aires, além de setores do requintado bairro da Recoleta. Vastas áreas do município de La Matanza, na Grande Buenos Aires, também ficaram às escuras. A crise energética - que Kirchner alega não existir - começa a ficar cada vez mais evidente. A ordem do governo às empresas distribuidoras de gás e energia elétrica é preservar os consumidores residenciais de racionamentos. Dessa forma, o peso da crise energética cai sobre o setor industrial, que desde o fim de maio sofre restrições drásticas do abastecimento de gás e eletricidade.
Os postos de combustíveis deixaram de fornecer gás veicular. Empresas como a Petrobras e a Repsol YPF passaram a vender gasolina ao preço do gás, mais barato, para taxistas. Por trás da medida, está a preocupação de Kirchner em não irritar os taxistas, cujo sindicato é capaz de paralisar o centro da capital em poucos minutos. Dos 37 mil táxis que operam em Buenos Aires, 30 mil são movidos a gás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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