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Aporte para Banco do Sul virá do BNDES, diz Mantega

Agencia Estado
Por Agencia Estado

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o Banco do Sul deve contar com um aporte inicial de cada um de seus membros, que vai variar de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões. Segundo ele, a liberação de recursos por parte do Brasil não virá das reservas internacionais, mas, provavelmente, de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pois não se trata de "despesa orçamentária".

No entender de Mantega, o Banco do Sul é uma instituição séria e seguirá parâmetros bancários internacionais. Ele mencionou ainda que a instituição pode seguir os parâmetros do BNDES, pois segue critérios de rating (risco), tem boa rentabilidade e pode realizar operações alavancadas de forma responsável, além de praticar taxas de juros razoáveis de mercado.

"Queremos um banco da América do Sul que seja mais ágil e eficiente, pois outras instituições desse gênero, não estão funcionando a contento. Por exemplo, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) não é um banco da América do Sul, possui europeus e é controlado pelos Estados Unidos, além de demorar muito para aprovar um projeto", disse.

Na avaliação de Mantega, o Banco do Sul vai atuar em duas frentes, especialmente para financiamento de projetos de infra-estrutura, consideradas obras prioritárias. Do lado internacional, ele destacou obras de energia, logística energética, gasodutos, e rodovias para melhorar a integração entre os países do continente. O ministro também frisou que para cada país a instituição pode conceder empréstimos para obras internas, tais como hidrelétricas e metrô.

Controlador

O ministro ressaltou que o banco não terá um país controlador, pois todas as nações da América do Sul serão convidadas para participar e ter assento no conselho diretivo. "Vamos convidar o Chile, Colômbia, Peru, todos os países da América do Sul. O importante é que não haja diferenças entre os países. Não terá um país que mandará no banco e o Brasil não aspira ter este papel", declarou. O ministro afirmou ainda que cada país contribuirá para o funding (obtenção de recursos) do Banco do Sul, de forma facultativa, pois pode ser recursos do Tesouro ou reservas internacionais.

Mantega salientou que o Brasil necessita menos de financiamento do Banco do Sul do que outros países, pois já conta com o BNDES. Na avaliação do ministro, contudo, as nações que irão participar da instituição são mercados consumidores de produtos brasileiros e o desenvolvimento da infra-estrutura vai ajudar a economia dessas nações, que terão mais condições de adquirir os produtos fabricados no Brasil.

Segundo ele, vai ser vantajoso para o País e para as empresas nacionais participar do Banco do Sul, pois tem ampla expertise de tecnologia para atuar em projetos de infra-estrutura. "Isso, no geral, vai ser positivo para o Brasil, inclusive porque os outros países terão uma capacidade maior de nível de investimento", afirmou.

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