ECONOMIA
Após Carnaval, comércio chega a oferecer descontos de até 30%
Depois da passagem dos foliões, foi a vez da Avenida Sete de Setembro ser invadida por consumidores ávidos pelas ofertas da Quarta-feira de Cinzas. Os principais shoppings da cidade também receberam uma movimentação intensa de gente em busca de descontos que chegaram a até 30% a depender dos produtos. Para quem perdeu a oportunidade, um consolo: o período de promoções no varejo está apenas começando e ainda deve chegar ao auge até o fim de fevereiro, quando além das liquidações individuais do varejo, será possível aproveitar a Liquida Salvador, que começa no dia 25.
Gildete Lopes sintetiza bem o que foi a Quarta de Cinzas para o comércio. Vendedora ambulante no bairro do Cabula, ela aproveitou a movimentação do Carnaval da Barra para realizar o sonho de ter um computador. “O Carnaval deste ano não foi tão bom quanto o do ano passado, mas deu para ganhar um bom dinheiro”, conta, graças à venda de refrigerantes e garrafinhas de água. “Vi pela televisão as promoções”, diz. Mesmo cansada da festa, não deu outra, correu para a rua e economizou R$ 300. “Paguei 699 e estou satisfeita”, conta em relação a um computador normalmente vendido por R$ 999.
O gerente da loja onde ela comprou diz que a Quarta-feira de Cinzas é o melhor dia de vendas da rede onde ele trabalha. “O mês de dezembro é o melhor, mas dia, isoladamente, é hoje (ontem) porque muita gente que trabalhou no Carnaval aproveita para gastar o dinheiro extra”, explica. Prova que o dia seguinte à folia é bom para o comércio é que apesar da possibilidade de parcelar as compras em até 10 vezes sem juros, a maioria das pessoas acaba preferindo o pagamento à vista em troca de descontos mais generosos.
O gerente da Lazer, Reinaldo de Jesus, diz que a loja ofereceu descontos entre 25% e 30% e que a ordem era aproveitar o bom dia para vender muito. “Para minha surpresa, estamos vendendo muitos regrigeradores à vista”, afirma. Ele brinca dizendo que os clientes levaram para a loja “tudo o que ganharam no Carnaval”.
A estudante Edineia Hoffmann foi às compras estimulada pelas propagandas de TV, mas não encontrou o prometido preço baixo. “A gente tem que tomar cuidado na hora de comprar porque tem muita propaganda que não se concretiza e às vezes uma loja pequena, que nem faz propaganda, tem bons preços”. Ela estava procurando uma geladeira com freezer, mas os preços estavam acima dos R$ 1,5 mil que pretendia pagar
De acordo com o presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), Paulo Motta, o tempo das promoções está apenas começando. “O varejo vai ser agressivo nos próximos dias para recuperar os dias parados durante do Carnaval”, afirma. A expectativa dele é que haja um aumento na quantidade de promoções individuais até o final de fevereiro. “Hoje temos esforços isolados para manter os clientes nas lojas de eletro, mas também em outros ramos como o de roupas e calçados”.
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