ECONOMIA
Argentina: entidades rurais anunciam fim da trégua
As principais entidades rurais da Argentina anunciaram o fim da trégua de 30 dias que havia concedido para retomarem o diálogo com o governo e advertiram que voltarão a se manifestar nas estradas de todo o país. "Marcamos o fim da trégua. Iniciaremos um processo de mobilização gradual, sem bloqueios e sem desabastecimento", disse Eduardo Buzzi, líder da Federação Agrária Argentina, em entrevista coletiva à imprensa nesta quinta-feira (1).
O centro da discórdia é o novo sistema de impostos sobre as exportações de soja e girassol, que já desencadeou uma greve de 21 dias que incluiu bloqueios nas estradas de todo o país e provocou o desabastecimento de alimentos nas principais cidades.
Desde que o governo e produtores retomaram as negociações, foram alcançados acordos parciais sobre temas reivindicados pelo setor, como a reabertura das exportações de carne e trigo, mas não houve avanços sobre a questão do imposto sobre exportação.
Um dia antes do fim formal da trégua, as entidades se reuniram em separado com seus membros para discutir os resultados obtidos até agora e decidir os próximos passos. "Para nós a trégua acabou. Começa uma nova etapa do plano de luta", explicou Mario Llambías, presidente da
Confederação Rural Argentina (CRA). "A partir deste sábado (3) estaremos nas estradas, mas sem bloqueios", anunciou.
Contudo, as organizações concordaram em continuar as negociações com o governo na próxima terça-feira. O presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Luciano Miguens, assegurou que o chefe do Gabinete de Ministros, Alberto Fernández - principal interlocutor entre o governo e os fazendeiros - prometeu discutir e ver de que maneira as tarifas de exportação podem ser modificadas.
Os produtores querem a anulação do novo regime e, embora o governo tenha descartado voltar atrás com relação a medida, admitiu que aceitaria realizar algumas correções no novo esquema tributário. As informações são de agências internacionais.
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