ECONOMIA
Argentina está forte contra turbulências, diz ministro
Apesar das acusações de manipulação da inflação, do aumento do gasto público em quase 60%, das inúmeras denúncias de corrupção e do período pré-eleitoral que estimula um certo nervosismo no mercado local, o ministro de Economia da Argentina, Miguel Peirano, garante que o país está sólido para enfrentar a turbulência dos mercados financeiros.
"Todos os fatores permitem garantir que estão dadas as condições para afastar as conseqüências da volatilidade internacional", disse Miguel Peirano em relação ao temor de que a crise no setor de crédito imobiliário norte-americano de alto risco contamine os demais países. A turbulência global provocou uma fuga massiva de capitais dos países emergentes e a Argentina foi o mais afetado da região.
Em entrevista coletiva à imprensa, no início da tarde, Peirano destacou a solidez dos principais indicadores econômicos argentinos: o crescimento de 8,4% da economia durante o primeiro semestre, o superávit comercial de US$ 5 bilhões nos primeiros seis meses de 2007, o superávit fiscal em torno de 3% do PIB e as reservas internacionais de quase US$ 44 bilhões. "Argentina apresenta uma solidez macroeconômica inédita", afirmou.
No entanto, as perdas na Bolsa de Buenos Aires chegam a 18% nas três últimas semanas, enquanto o peso argentino caiu cerca de 3% no mesmo período.
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