ECONOMIA
Ataques fazem Iraque perder US$16 bi em receita de petróleo
O Iraque perdeu 16 bilhões de dólares em receitas com exportação de petróleo em quase dois anos e não tem conseguido manter um fornecimento adequado de energia por causa, em parte, dos ataques dos insurgentes contra a infra-estrutura nacional, disse um relatório de um funcionário norte-americano.
"Vários fatores, inclusive os ataques, o envelhecimento, a falta de manutenção da infra-estrutura e a atividade criminal estão afetando adversamente a capacidade do Iraque em desenvolver um setor energético viável", disse o inspetor-geral dos Estados Unidos para a reconstrução do Iraque, Stuart Bowen.
"Esses fatores se combinaram para atrapalhar as exportações de petróleo do Iraque e a disponibilidade de eletricidade", disse Bowen no sumário do relatório divulgado na quinta-feira, ainda sigiloso, preparado no final de julho.
O texto diz que, entre janeiro de 2004 e março de 2006, o Iraque perdeu um faturamento de 16 bilhões de dólares que, em condições normais, teria obtido com a exportação de petróleo.
O setor petrolífero, que nos planos do governo Bush seria o grande motor da reconstrução iraquiana, foi alvo de repetidos ataques em seus dutos e terminais de exportação. O Iraque tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo, estimada em 115 bilhões de barris.
Apesar das enormes reservas, segundo Bowen, o Iraque está pagando bilhões de dólares para importar gasolina e outros derivados de petróleo. Ele afirmou que os EUA investiram cerca de 320 milhões de dólares para melhorar a proteção da infra-estrutura elétrica e petrolífera do Iraque.
De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, o Iraque produziu em agosto 2,2 milhões de barris diários de petróleo e, em setembro, deve ter exportado em torno de 1,7 milhão de barris por dia.
Os níveis estão bem abaixo do pré-guerra, quando especialistas estimavam que o Iraque extraía entre 2,8 e 3 milhões de barris diários e tinha um potencial de exportação líquida de 2,3 milhões a 2,5 milhões.
O Iraque diz precisar de até 20 bilhões de dólares em investimentos para ampliar sua produção até 6 milhões de barris por dia. Muitas empresas estrangeiras, porém, relutam em atuar no país devido à violência.
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