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ECONOMIA

BBVA acredita que América Latina crescerá 4,5% em 2007

Agência EFE
Por Agência EFE

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O grupo financeiro espanhol BBVA calculou hoje que as economias da América Latina crescerão, em conjunto, 4,5% em 2007, que será "outro bom ano" em termos macroeconômicos para a região, após a expansão de 5,1% em 2006.



No entanto, o economista-chefe do Grupo BBVA, José Luis Escrivá, afirmou, em entrevista coletiva, que o "grande desafio" da América Latina continua sendo o fato de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ser "muito baixo" se comparado ao demográfico, que é da ordem de 1,5% por ano.



Segundo Escrivá, a região "praticamente não converge" com os países desenvolvidos, e, por isso, recomendou que os países latino-americanos reduzam os custos energéticos, aumentem a concorrência em "muitos mercados", e aumentem a despesa em educação e capital humano.



Apesar de existir um consenso nos últimos anos sobre os benefícios de se ter uma inflação baixa, finanças públicas ordenadas e estabilidade macroeconômica, "não se conseguiu (um consenso) nos assuntos microeconômicos" na região, segundo Escrivá.



Os analistas do BBVA destacam que falta, na América Latina, uma aproximação mais propícia dos mecanismos de mercado e das decisões privadas, além da compreensão de que é isso o que gera mais riqueza e bem-estar a médio prazo.



Além disso, Escrivá afirmou que há mecanismos e normas "pesadas e asfixiantes" que inibem a iniciativa privada e geram mais informalidade e insuficiência de receita tributária, o que se traduz, por exemplo, em menor despesa em educação.



Neste sentido, assegurou que países como Venezuela, Bolívia e Equador são "exemplos claros" de "regressão" na hora de criar um ambiente propício para as empresas, para o investimento estrangeiro e para a extensão econômica.



Escrivá ressaltou que na AL, o Estado "distribui mal a renda" por falta de receitas tributárias, as quais, assegurou, dependem muito das matérias-primas voláteis e de impostos mal projetados tecnicamente.



A este problema se soma o de haver muita informalidade na economia e o fato de o dinheiro "se perder no caminho ou na burocracia".



Para o BBVA, o déficit fiscal da região em 2007 não superará 1% do PIB, o que consolida, na opinião do economista, "a maior ortodoxia em matéria fiscal dos últimos cinco anos".



Escrivá também insistiu no "dinamismo" do ambiente econômico e financeiro, nas taxas de juros e nas gratificações de riscos que são mantidas em níveis historicamente baixos.

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