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ECONOMIA

BC: investimento não reduziu ocupação da indústria

Agencia Estado

Por Agencia Estado

02/10/2007 - 9:07 h

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O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, reiterou hoje que o nível atual de utilização da capacidade industrial no Brasil está próximo dos recordes registrados no final de 2004 e este patamar coincidiu, no passado, com aceleração inflacionária. Em julho de 2007, a utilização máxima medida pela Confederação Nacional da Indústria ficou em 82,55%. Alguns analistas apontam que este nível irá cair, mas a atitude prudente do BC é monitorar o comportamento do setor, ponderou Mesquita, em entrevista após apresentar, pela primeira vez fora de Brasília, o relatório de inflação do BC.

A expansão significativa do investimento industrial - que ficou em 13,8% no segundo trimestre de 2007, ante o mesmo período de 2006 - ainda não tem sido suficiente para reduzir o nível de utilização da capacidade, observou ele. O diretor avaliou, em sua palestra, que não apenas o índice total está elevado como se dissemina em vários setores econômicos.

Ao recordar que a política monetária opera com defasagens entre a aplicação das medidas e seus efeitos, ele explicou que o foco do BC já está no comportamento da inflação em 2008 e, na virada do ano, 2009 entrará ?no radar?. O BC avalia que tem pouco a fazer para influenciar o comportamento do índice nos últimos meses de 2007. Em 2008, a possibilidade ?de descompassos mais intensos entre oferta e demanda agregada? é um dos fatores de risco do cenário, comentou o diretor, em entrevista. Embora as expectativas de inflação tenham subido, continuam abaixo da meta de 4,5% este ano e em 2008, enfatizou Mesquita.

Ele ressaltou que parece haver um processo de elevação de demanda no mundo, pressionando o aumento de preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, a oferta agrícola brasileira cresceu, constatou ele. ?Tudo isso vai ser levado em conta no comitê, em nosso processo decisório?, comentou, sobre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, nos dias 16 e 17.

Compulsório

Questionado sobre uma possível mudança do compulsório, Mesquita admitiu que a exigência aos bancos brasileiros é maior em relação à maioria dos países. No entanto, a tendência de médio prazo, conforme ele, é que o compulsório tenha uma estrutura mais parecida com a que existe no mundo, assim como a taxa de juros.

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