ECONOMIA
BC muda registro para investimento estrangeiro
Resolução do Banco Central publicada hoje no Diário Oficial da União cria um novo instrumento de registro para investimentos financeiros feitos por estrangeiros no Brasil. O procedimento vai permitir que esses recursos, quando migrarem da Bolsa de Valores para a renda fixa, sejam taxados com a nova alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5%. O novo sistema foi criado para atender às decisões do Conselho Monetário Nacional (CMN), que decidiu taxar esses investimentos de não-residentes.
A resolução 3.547 trata especificamente da movimentação feita por estrangeiros quando há transferência de recursos de aplicações não sujeitas ao IOF - como as ações - para investimentos que pagam a alíquota criada nesta semana - como os títulos públicos. Nessas situações, haverá registro feito com a chamada "contratação simultânea de câmbio". Segundo a resolução, esse registro será feito apenas para os recursos estrangeiros que entrarem no Brasil a partir de segunda-feira.
Quando o investidor estrangeiro trouxer recursos para o Brasil para investir inicialmente na renda variável, o registro na operação de câmbio será o mesmo feito atualmente e não haverá qualquer tipo de taxação. Mas se esses títulos forem sacados e o dinheiro for para a renda fixa, o registro será obrigatório. Oficialmente, esse registro valerá como dois contratos simultâneos de câmbio - um de saída do recurso do País e outro de entrada. Para o ingresso direto de recursos para a renda fixa, a taxação será feita normalmente no contrato de câmbio para a entrada do dinheiro no Brasil.
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