ECONOMIA
BC: pessoa física teve menor juro da série em novembro

Por Agencia Estado
Com o aumento da concorrência entre os bancos e do volume de crédito, a taxa de juros média cobrada pelas instituições financeiras para os clientes pessoa física atingiu em novembro o menor valor da série do Banco Central, iniciada em 1994. De outubro para novembro, a taxa caiu de 45,8% para 44,8%. Há um ano, a taxa estava em 53,6%. No período o custo dos empréstimos para as pessoas foi de 8,8 pontos porcentuais.
A queda dos juros cobrados pelos bancos ocorre apesar da interrupção do processo de redução da taxa Selic - juros básicos da economia, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, mantida em 11,25% ao ano.
Segundo o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, a redução dos juros pelas instituições financeiras para as pessoas físicas, refletiu a "forte retração" da taxa média de crédito pessoal, que alcançou 46,8% ao ano em novembro, com queda de 2,1 pontos porcentuais em relação ao patamar de outubro, quando somou 48,9% ao ano.
Segundo Altamir também a taxa de juros do cheque especial para as pessoas físicas caiu de 139,1% para 138,7% de outubro para outubro para novembro. É a menor taxa já registrada desde que o BC começou a apurar esse indicador. A taxa de juros para aquisição de automóveis teve no período um ligeira elevação, saltando de 28,4% para 28,5%.
Empresas
Já a taxa de juros média cobrada dos bancos nos financiamentos para as empresas caiu menos do que a de pessoas físicas, de 23,4% para 23,3%. No período de 12 meses até o mês passado, a queda foi de 3,3 pontos porcentuais para as pessoa jurídicas, ante 8,8 pontos porcentuais para as pessoas físicas.
O chefe do Depec atribui a queda da taxa média de juros à redução do spread (diferença entre a taxa de juros de captação dos bancos e o que eles cobram para emprestar) para os níveis mais baixos da série histórica do BC. O spread das operações de pessoa jurídica caiu de 12,7% para 12,3% entre outubro e novembro. Já o spread de pessoa física caiu de 34,5% para 33,3%. O spread total (pessoa física e jurídica) caiu de 24,4% para 23,5%.
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