ECONOMIA
BC trabalha com meta de superávit de 4,3% para 2009
Em seu Relatório de Inflação relativo ao segundo trimestre deste ano, o Banco Central fez projeções sobre o comportamento da inflação em 2009 com base no pressuposto de que a meta de superávit primário do setor público será elevada de 3,8% para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou hoje, no entanto, que o governo ainda não tomou uma decisão sobre essa questão.
Para 2008, o governo elevou a meta do superávit primário de 3,8% para 4,3% do PIB - embora isso ainda não esteja oficializado por ato legal. Segundo Bernardo, o aumento da meta desse ano foi aprovado para reforçar o controle da inflação.
Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central já tinha usado a elevação do superávit primário para 4,3% em suas análises e estimativas. O superávit primário é a economia feita para pagar uma parte dos juros das dívidas públicas. Ao elevar o superávit, o governo reduz a expansão de seus gastos, o que ajuda a diminuir a demanda da economia por bens e serviços.
A expectativa do Banco Central, segundo o Relatório de Inflação, é a de que o crescimento do consumo do governo se mantenha nos próximos trimestres, "ainda que com arrefecimento diante do ritmo muito forte observado no início do ano". Ou seja, o BC trabalha com a expectativa de uma redução da demanda do governo. Segundo o IBGE, o consumo do governo cresceu 5,8% no primeiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007, desenvolvimento esse que foi acompanhado por forte incremento das finanças públicas.
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