Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

ECONOMIA

Controladores da Usiminas estão longe de acordo

Fernanda Guimarães | Estadão Conteúdo

Por Fernanda Guimarães | Estadão Conteúdo

26/09/2016 - 7:12 h | Atualizada em 19/11/2021 - 7:42

Prestes completar dois anos, a briga societária entre os sócios controladores da Usiminas - Techint/Ternium e Nippon Steel - se mostra longe de um desfecho. Logo após a siderúrgica ter conseguido alongar sua dívida, ponto crucial para a reestruturação da empresa, a Nippon evidenciou a falta de acordo com sua sócia ítalo-argentina e voltou a bater na sua falta de concordância sobre a eleição de Sérgio Leite para a presidência da Usiminas, no lugar de Rômel de Souza, nome de confiança da empresa japonesa.

Souza substituiu Julian Eguren em setembro de 2014, quando o até então presidente da Usiminas foi afastado com outros dois diretores, todos indicados pela Ternium. Desde então, os dois conglomerados siderúrgicos travam brigas, inclusive na esfera judicial.

Tudo sobre Economia em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

A posse de Leite, que está há 40 anos na Usiminas e que antes ocupava o cargo de vice-presidente comercial, vem sendo questionada pela Nippon na esfera judicial, em um processo que tramita em segredo de Justiça e que teve pedido de intervenção realizado pela japonesa.

Na semana passada, a Nippon Steel jogou um balde de água fria naqueles que achavam que a Usiminas vivia dias mais tranquilos, com uma carta publicada na imprensa.

O texto, que acabou não sendo bem recebido pelo mercado, tratava dos feitos de Souza e ainda de Paulo Penido, ex-conselheiro da Usiminas indicado pela Nippon, que faleceu no mês passado. "Sem a dedicação e o empenho demonstrados pelos srs. Rômel e Penido, a Usiminas não teria concluído o refinanciamento das dívidas, crucial para superar a crise histórica que enfrenta", diz a carta, citando um provérbio sobre gratidão.

Uma fonte próxima à Nippon Steel disse que a intenção dessa publicação foi exaltar a importância de Penido para a trajetória da Usiminas.

Em meio ao mal-estar provocado pela carta, o conselheiro da Usiminas Luiz Carlos Miranda, representante dos empregados no colegiado, criticou, em artigo publicado na imprensa em Minas Gerais, o texto da Nippon, em que frisou ainda que a reestruturação da dívida foi trabalho de toda a companhia.

"O que mais queremos nesse momento é a pacificação da empresa, para que ela tenha plenas condições de se dedicar apenas à geração de resultados positivos. (....) É inadmissível que, além do terrível momento pelo qual passa a indústria do aço no mundo e a degradada situação econômica e política no Brasil, a Usiminas tenha ainda que se desvencilhar de conflito sem precedentes entre os acionistas", diz o conselheiro. "A conclusão do complexo processo de renegociação da dívida, conduzido ao longo de seis meses, representa um marco para a revitalização da empresa, que agora está completamente focada na melhoria dos resultados", destaca a Usiminas em nota.

Divisão

Depois de um longo período de briga e sem acordo à vista, a única saída vislumbrada seria a separação da Usiminas, com Nippon Steel ficando com a usina de Ipatinga (MG) e Ternium com a unidade de Cubatão, na Baixada Santista, que está com a atividade primária paralisada desde o início do ano. Mas nada foi feito para viabilizar esse divórcio até aqui e o assunto está parado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Da fazenda à xícara, Igaraçu revela segredo por trás dos cafés especiais

Play

SuperBahia tem expectativa de movimentar R$ 650 milhões

Play

Mineração: Bahia sediará evento histórico que contará com pregão da Bolsa de Toronto

Play

Megan, a "filha digital" da Bahia que revoluciona a segurança com IA

x