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Copom diz que pode cortar juros em agosto se inflação continuar caindo

Com queda da inflação, Banco Central sinaliza possibilidade de diminuição dos juros em agosto

Lula Bonfim
Por Lula Bonfim

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O Copom é formado pelo presidente e por diretores do Banco Central e é o responsável por fixar os juros básicos da economia
O Copom é formado pelo presidente e por diretores do Banco Central e é o responsável por fixar os juros básicos da economia - Foto: Raphael Ribeiro | BCB

A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta terça-feira, 27, sinalizou uma possibilidade de redução da taxa Selic em agosto, quando o colegiado voltará a se reunir. A condição é a manutenção da queda da inflação no Brasil.

O Copom é formado pelo presidente e por diretores do Banco Central e é o responsável por fixar os juros básicos da economia brasileira.

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“A avaliação predominante foi de que a continuação do processo desinflacionário em curso, com consequente impacto sobre as expectativas, pode permitir acumular a confiança necessária para iniciar um processo parcimonioso de inflexão na próxima reunião”, diz a ata.

“Outro grupo mostrou-se mais cauteloso, enfatizando que a dinâmica desinflacionária ainda reflete o recuo de componentes mais voláteis e que a incerteza sobre o hiato do produto gera dúvida sobre o impacto do aperto monetário até então implementado. Para esse grupo, é necessário observar maior reancoragem das expectativas longas e acumular mais evidências de desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo”, continuou o documento.

Apesar da divergência interna sobre os possíveis próximos passos a serem dados pelo órgão, o que todos os membros do Copom concordaram foi que os próximos passos da política monetária dependem da evolução dos números da inflação no Brasil.

Para o Copom, a decisão de cortar juros precisa ser tomada apenas quando houver total confiança na trajetória de queda da inflação. Segundo eles, uma redução prematura da taxa Selic poderia provocar uma reaceleração dos índices inflacionários no país.

“Flexibilizações do grau de aperto monetário exigem confiança na trajetória do processo de desinflação, uma vez que flexibilizações prematuras podem ensejar reacelerações do processo inflacionário e, consequentemente, levar a uma reversão do próprio processo de relaxamento monetário. A materialização desse tipo de cenário pode impactar negativamente não apenas a credibilidade da política monetária, mas também as condições financeiras”, avalia o órgão.

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