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Crise obriga Ferbasa a reduzir produção

João Pedro Pitombo, do A TARDE
Por João Pedro Pitombo, do A TARDE

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A Companhia de Ferro Ligas da Bahia Ferbasa anunciou nesta segunda-feira, 27, o desligamento de cinco dos 13 fornos de ferro da indústria a partir da próxima terça-feira. A decisão, de acordo com estimativas do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, significará a demissão de cerca de 500 trabalhadores, sendo 200 terceirizados e 300 do quadro fixo.

Com um quadro geral de 2.600 trabalhadores, a empresa não especifica quantas serão as demissões. Mas o diretor-presidente Geraldo Lopes adianta: o número de funcionários dispensados será significativo. O número oficial será anunciado dentro de uma semana.

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Com o desligamento dos fornos, a Ferbasa passa a operar com 54% da sua capacidade de produção. A indústria que atualmente produz 20 mil toneladas por mês de ferro cromo e silício reduzirá a produção para 11 mil toneladas. A companhia justificou a redução na produção à crise econômica mundial, que desde setembro do ano passado vem atingindo fortemente o setor da metalurgia que hoje opera mundialmente numa capacidade abaixo de 50%.

Os cinco fornos que serão desligados são de ferro cromo, o principal afetado pela crise. O produto, que no terceiro trimestre do ano passado tinha um preço de referência do ferro cromo de 205 centavos de dólar por libra-peso, passou a valer 69 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 66%. Já o ferro silício, outro carro-chefe da indústria, não foi tão afetado em relação ao volume de vendas: “Temos o diferencial da qualidade que nos dá competitividade”, explica Lopes.

De acordo com o diretor, há oito meses a companhia vinha recorrendo a medidas emergenciais para arrefecer os impactos da crise: “Enquanto todas as empresas do ramo reduziram a produção, nós continuamos produzindo a toda carga porque tínhamos matéria-prima para isso”, explica.

A queda nas exportações foi o principal fator para a redução do volume de vendas. Apesar de apenas 30% da produção da Ferbasa ser destinada ao mercado externo, a empresa sofre com um efeito indireto: as empresas nacionais compradoras de ferro para industrialização tem como destino do produto final o exterior.

O sindicato das Indústrias Metalúgicas da Bahia, que representa os empresários do ramo, acredita que a situação é de caráter temporário. “Na minha visão, dentro de três a quatro meses, as indústrias de liga de aço poderão retomar a produção”, avalia o secretário executivo Jorge Castro. Apesar do otimismo do sindicato patronal, o diretor da Ferbasa, Geraldo Lopes, avalia que esta retomada só acontecerá dentro de um ano.

Os trabalhadores do setor criticam as demissões. Para Hélio Soares, secretário administrativo da Federação dos Metalúrgicos do Estado da Bahia, a decisão da Ferbasa foi precipitada: “A gente quer enfrentar esta crise juntos e ajudar a sair dela trabalhando”, diz Soares.

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