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Fabricante de calçados abre nova unidade no estado

Publicado domingo, 15 de março de 2015 às 08:16 h | Atualizado em 19/11/2021, 06:43 | Autor: Paula Janay
Setor calçadista_Empresa da Azaleia de Itapetinga
Setor calçadista_Empresa da Azaleia de Itapetinga -
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A fabricante de calçados Ramarim inaugura na próxima quinta-feira, 19, a sua terceira unidade de produção na Bahia, em  Santo Antônio de Jesus (a 190 quilômetros de Salvador). A inauguração da fábrica é parte do processo de retomada da produção calçadista no estado, após o fechamento de 12 unidades da Vulcabras/Azaleia, em 2012, e demissão de quase 4,7 mil pessoas.

Com investimento de R$ 2 milhões para a reforma do galpão que antes era utilizado pela  Dal Ponte, cedido pelo governo do estado, a Ramarim vai gerar 700 empregos diretos para a produção de  sapatos femininos. Segundo  a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o número de empregos pode chegar a 1 mil.

Instalado na Bahia  desde 1997, o grupo  tem sede  no Rio Grande do Sul e possui mais   duas fábricas em Jequié, das marcas Ramarim e a Confortflex. No total, a marca  emprega 5 mil trabalhadores.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, , James Correia, as indústrias de calçados do sul   estão migrando para o Nordeste atraídas pela oferta de matéria-prima e mão de obra mais barata, consequência da falta de concorrência com outras indústrias  em cidades do interior.

"Nós temos mais de 50 mil empregos no setor na Bahia. É  muito mais do que a indústria petroquímica. Há uma prioridade  do governo e do governador Rui Costa de atrair empresas de calçados e indústrias têxteis", diz. 

Retomada

Segundo o secretário, após o fechamento das fábricas da  Vulcabras/Azaleia, o governo intensificou a atração de investimentos no setor calçadista para utilizar os  17 galpões que ficaram sem utilização.  "O fechamento das fábricas foi fruto de problemas que as empresas tiveram. Algumas delas mal administradas. Outras, como a Azaleia, tentaram produzir tênis para competir com a China", diz Correia.

Dos 17 galpões que ficaram vazios, 13  já estão ocupados, em cidades como Macarani, Itambé, Firmino Alves. De acordo com a SDE, a implantação de novas empresas vai gerar 5,5 mil empregos, mais do que os perdidos com o fechamento da Azaleia.

Os últimos  galpões desocupados em Potiraguá, Itarantim, Maiquinique e Iguaí, no sudoeste do estado,  serão utilizados pela  fabricante de calçados Suzana Santos, que vai implantar 4 unidades   na Bahia nos próximos meses para a produção diária de 12 mil pares.

"Há muito mais demanda  e não temos como absorver. Para construir um galpão  como esse precisaríamos  investir R$ 10 milhões", diz Correia, que afirma que o governo do estado está atuando como intermediário entre   investidores e as fábricas interessadas.

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