ECONOMIA
Fed acalma parte dos mercados com redução da taxa de juros
O corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros anunciado hoje pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o maior em duas décadas, conseguiu animar as bolsas ao redor do mundo, menos as da Ásia, que já tinham fechado, e as de Nova York, que também amargaram quedas.
Na América Latina, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 4,45%, enquanto os principais indicadores de Buenos Aires, México e Colômbia avançaram 3,55%, 6,36% e 5,18%, respectivamente.
Já na Europa, onde as ações dos bancos e do setor de matérias-primas subiram significativamente após a queda de ontem, fecharam em alta os mercados de Londres (2,9%), Paris (2,07%), Zurique (2,76%), Milão (1,18%) e Madri (1,69%), ao passo que a bolsa de Frankfurt caiu 0,31%.
Além disso, o euro voltou a subir e a ser negociado acima de US$ 1,46.
No entanto, na Ásia, onde as bolsas fecharam antes de o presidente do Fed, Ben Bernanke, reduzir os juros nos Estados Unidos para 3,5%, o desempenho dos mercados seguiu a tendência de ontem.
Em Tóquio, Hong Kong, Xangai e Mumbai, os indicadores caíram 5,65%, 8,65%, 7,2% e 5%, respectivamente, ainda afetados pelo medo de que a economia americana entre em recessão.
Os analistas disseram que a medida tomada por Bernanke para reaquecer a atividade econômica nos EUA foi efetiva, mas tardia. Mas o fato é que o corte animou as bolsas ao redor do mundo depois de uma "segunda-feira negra".
No entanto, em Nova York, onde os mercados não abriram ontem por causa do Dia de Martin Luther King, a reação foi diferente.
Influenciado pelo pânico geral de ontem, o Dow Jones Industrial, principal índice de Wall Street, abriu com uma queda de 465 pontos (3,8%). Porém, a tendência não se inverteu depois do inesperado anúncio da redução da taxa básica, já que foram divulgados resultados empresariais pouco animadores.
Por conta disso, as bolsas americanas fecharam em baixa pelo quinto pregão consecutivo, mas não com as quedas acentuadas que registravam no começo do dia.
Segundo o analista Art Hogan, o desempenho dos indicadores em Nova York foi influenciado pelo não funcionamento das bolsas na segunda-feira.
Já para Michael Sheldon, outro especialista na dinâmica dos mercados, seria difícil afirmar que as bolsas americanas caíram o máximo que podiam. Mas, segundo ele, as possibilidades de uma alta aumentaram.
Além disso, analistas acham que, no fim do mês, o Fed voltará a reduzir os juros.
Também hoje, o preço do barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou abaixo dos US$ 90, sua menor cotação nos últimos 45 dias. Já o ouro subiu para US$ 890 a onça.
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