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REFINARIA MATARIPE

Federação critica privatização de refinaria baiana: "grave"

Na quarta, a Refinaria afirmou que não reduziria o valor da gasolina, como anunciado pela Petrobras

Da Redação

Por Da Redação

16/12/2021 - 14:30 h

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) condenou, nesta quinta-feira, 16, o que chamou de “graves riscos da criação de monopólios privados regionais decorrentes das privatizações das refinarias da Petrobras”, citando como exemplo a refinaria Mataripe, Landulpho Alves/RLAM, localizada em São Francisco do Conde.

Na quarta-feira, 15, apesar do anúncio da Petrobras de redução no valor da gasolina, a Refinaria Mataripe negou que iria seguir o que foi estabelecido pela estatal. Recentemente privatizada, a refinaria alegou que “não mais pertencendo à estatal federal, a política de preço da Refinaria Mataripe será independente”.

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Segundo a FUP, as privatizações geram prejuízos “incalculáveis para os consumidores brasileiros”, com o aumento de preços dos combustíveis e redução de oferta de produtos.

“Esta combinação nefasta já é realidade na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, vendida ao fundo árabe Mubadala. Bastaram poucos dias após o anúncio oficial da venda da refinaria, pela Petrobras, para o falso discurso da concorrência privada ser desmascarado”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Bacelar se refere ao comunicado feito pela Acelen -, holding do fundo, que assumiu em 1° de dezembro a gestão da Refinaria Mataripe, de que não vai praticar a redução de 3,13% no preço da gasolina, anunciada pela Petrobrás.

A diminuição de preço só será praticada nas refinarias que ainda estão sob a gestão da Petrobras. Ou seja, privatizada, a refinaria cumpre política de preço “independente”. “O desabastecimento também já é fato na refinaria baiana privatizada”, lembra o dirigente da FUP.

De acordo com a FUP, a unidade está há 15 dias sem fornecer combustível a navios, conhecido como óleo bunker, por meio do Terminal Madre de Deus (Temadre) - principal ponto de escoamento da produção, vendido ao fundo Mubadala junto com a refinaria e com o pacote de ativos de infraestrutura logística.

No mesmo dia do anúncio da conclusão da venda da RLAM, no último dia 30, a FUP e seus sindicatos voltaram a destacar que a privatização da refinaria provocaria aumento nos preços dos combustíveis, conforme alerta estudo realizado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, encomendado pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis – Brasilcom.

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