ECONOMIA
França e Bélgica retardam entrada do Brasil na OCDE, diz Guedes
Segundo ministro, europeus tem adotado postura protecionista quanto ao setor agrícola

A entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bloco que reúne as nações mais desenvolvidas do mundo, está sendo retardada pela França e pela Bélgica, de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Segundo o titular da pasta, em palestra no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira, 25, as duas nações europeias adotam essa postura para proteger os próprios setores agrícolas da competição com o Brasil.
“A Bélgica e a França ficam retardando o acesso do Brasil à OCDE, porque são protecionistas com sua agricultura. Conversando com eles, dissemos: 'Nos aceitem antes que se tornem irrelevantes para nós'”, declarou Guedes, segundo informações do portal Metrópoles.
Na ocasião, o ministro citou que o Brasil comercializava US$ 2 bilhões por ano com a França e com a China no início do século; atualmente, o país negocia US$ 120 bilhões anuais com os asiáticos. Contudo, apenas US$ 7 bilhões com a França.
Protocolo de entrada
Nesta terça-feira, 24,o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada, que a entrada do Brasil no bloco econômico deve ocorrer em dois ou três anos. Conforme o chefe do Executivo, o governo deve entregar, nesta semana, “um protocolo oficial” à entidade.
O ingresso de países na OCDE é formalizado de três a quatro anos após o convite de entrada. O Brasil, no entanto, quer reduzir esse prazo ao máximo e deve trabalhar para atingir alinhamento completo com a entidade antes de 2025. Atualmente, a Organização conta com 38 países em sua composição.
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