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ECONOMIA

Indústria espera avanços em 2007

Agência Estado

Por Agência Estado

22/11/2006 - 20:11 h

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Aumentaram as intenções de contratar e de investir dos empresários da indústria de transformação para 2007 em relação ao que havia sido previsto para este ano em outubro de 2005. Esse crescimento indica, no entanto, um otimismo moderado das indústrias, disseminado entre um número maior de setores, porém menos intenso do que em 2004 e 2005. Isso é o que revelam os quesitos especiais da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a enquete, que ouviu 1.051 indústrias sobre as previsões para 2007 entre os dias 2 de outubro e 6 deste mês, 40% das empresas pretendem contratar em 2007 e 10%, demitir.



O saldo entre os extremos, de 30 pontos porcentuais, é mais que o dobro do que era previsto para este ano (14 pontos porcentuais) e o segundo melhor resultado em cinco anos. No caso dos investimentos produtivos para o ano que vem, 39% das indústrias pretendem ampliá-los e 13%, reduzi-los. O saldo de 26 pontos porcentuais entre os extremos é melhor do que o projetado para este ano (16 pontos porcentuais), mas não tão favorável quanto as expectativas de 2004 e 2005. "As empresas estão um pouco mais otimistas. Mas, comparado com períodos recentes, mais cautelosas”, diz o coordenador da sondagem, Aloisio Campelo.



A pesquisa mostra, por exemplo, que 71% das empresas apostam no aumento do faturamento em 2007, ante 5% que esperam redução. O saldo entre os extremos, de 66 pontos porcentuais, é inferior a 2004 e 2005, mas tem um pequeno acréscimo na comparação com as previsões deste ano, cujo saldo é de 63 pontos. Isto é, a diferença entre 72% das empresas que apostam no aumento do faturamento e 9% na queda. Para 2007, Campelo observa que diminuiu em relação a este ano a parcela de indústrias que apostam na queda do faturamento. Outra novidade da previsão para o ano que vem é que aumentou de 24% neste ano para 42% em 2007 a proporção de empresas que projetam aumento mais moderado no faturamento, de até 5%. Em contrapartida diminuiu, de 52% neste ano para 37% em 2007, a fatia de empresas que espera ampliar entre 5% e 10% as receitas.



“Houve uma inversão nas proporções. Não há crescimento explosivo”, diz o economista. Ele acredita que, com a maior previsibilidade do ambiente macroeconômico, as empresas passaram a fazer previsões de vendas mais moderadas. A pesquisa mostra também que a perspectiva de ampliar o faturamento em 2007 está espalhada por um número maior de segmentos. Dos 21 gêneros pesquisados, em 10 deles as previsões de faturamento para 2007 superam as estimativas feitas em 2005 para este ano. Um dado relevante é o crescimento do faturamento para o ano que vem pelos bens de consumo, que reflete o ritmo do mercado doméstico, e pelos bens de capital, que são um termômetro dos investimentos.



Nos bens intermediários, o cenário é de estabilidade.



Exportações - Apesar das expectativas favoráveis ao investimento, emprego e faturamento, a situação dos negócios para 2007 é vista com certa fragilidade pelas indústrias: 47% acreditam num cenário melhor do que o deste ano e 6%, pior. Dos últimos cinco anos, o saldo de 41 pontos entre os extremos só supera o resultado de 2006, de 31 pontos porcentuais.



Campelo observa que o setor industrial percebe fatores que podem afetar a sua rentabilidade.



Entre esses fatores, estariam taxa de juros e câmbio. Já em relação às exportações, o câmbio parece não tirar o sono dos empresários. De acordo com a sondagem, 59% das empresas acreditam que vão aumentar as exportações em 2007, ante 53% neste ano. A parcela das que apostam num recuo diminuiu de 12% em 2006 para 10% no ano que vem. "O câmbio está parando de cair”, diz Campelo. Segundo ele, os fatores que sustentam o aumento dos valores exportados são preços em alta das commodities e continuidade do crescimento da economia mundial, puxado pela China, outros países asiáticos e Europa.



Quanto às importações, 27% das empresas planejam aumentá-las em 2007, ante 29% neste ano. A parcela das que pretendem mantê-las é de 65% para 2007, ante 62% para este ano.



Esse resultado revela que a substituição de importações atingiu o ápice.

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