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Justiça acata denúncia contra cervejaria Schincariol

Publicado quarta-feira, 22 de março de 2006 às 00:00 h | Atualizado em 22/03/2006, 00:00 | Autor: JORNAL A TARDE
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Da Agência Estado



A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal, que acusa 78 pessoas ligadas à cervejaria Schincariol, com sede em Itu, no Estado de São Paulo, e investigadas pela Operação Cevada por formação de quadrilha, corrupção e falsificação de documentos. Entre os acusados estão os proprietários, diretores e ex-diretores da empresa, além de funcionários e colaboradores de fornecedores de matéria-prima e distribuidoras.



A acusação foi protocolada na quarta-feira da semana passada no Rio pelo procurador da República Leonardo Almeida Cortes de Carvalho. A denúncia - que agora se torna um processo - foi encaminhada à juíza Aline Alves de Melo Miranda, da Vara Federal de Itaboraí. O processo segue com o interrogatório dos acusados. Depois há um período para diligências e são ouvidas as testemunhas. Após as alegações finais da defesa e da acusação, a juíza dará a sentença.



A reportagem do "O Estado de S.Paulo" procurou a juíza, mas ela não quis comentar o caso, pois o processo corre em segredo de justiça. O advogado da Schincariol, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, disse que está analisando a denúncia de 160 páginas.



No documento, o procurador cita duas organizações criminosas: uma seria a responsável pela sonegação de impostos na distribuição de produtos da cervejaria e a outra na compra de insumos, com notas ficais emitidas por fornecedores da Schincariol em nome de empresas fantasmas responsáveis pelos tributos.



Não faz parte da acusação o crime de sonegação fiscal. É necessário que a Receita Federal conclua a investigação para saber se a dívida existe e qual o valor para processar criminalmente o devedor. Quando a operação foi realizada, em 15 de junho do ano passado, o valor era estimado em R$ 1 bilhão.



Para a operação, foram convocados 600 policiais e 180 fiscais da Receita em 12 Estados. A cervejaria Petrópolis, fabricante das marcas Itaipava e Cristal, que tem Walter Faria como presidente do conselho, também foi alvo da operação.

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