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Primeiro dia da Semana do Brasil tem baixa adesão

Joyce de Souza e Redação
Por Joyce de Souza e Redação
Na capital baiana, poucos shopping centers aderiram à iniciativa como um todo, a exemplo do Paralela
Na capital baiana, poucos shopping centers aderiram à iniciativa como um todo, a exemplo do Paralela - Foto: Divulgação

O primeiro dia da campanha de descontos Semana do Brasil parece não ter empolgado muito os baianos, sejam lojistas ou consumidores. O evento, iniciado na sexta-feira, 6, deve se estender até o dia 15, como parte de uma ação do governo federal para tentar estimular as vendas na semana comemorativa da Independência do Brasil. A intenção, compartilhada pelo Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), é criar uma nova data comercial no mês de setembro, considerado fraco para o setor.

Na capital baiana, grandes shoppings, como o Salvador, na avenida Tancredo Neves, não se engajaram oficialmente na campanha. “Deixamos para livre decisão dos lojistas”, explicou a assessoria de comunicação do empreendimento. Foi, na verdade, a orientação geral adotada pela seção baiana da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

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“A iniciativa do governo federal é muito boa, pois realmente o mês de setembro é um dos que têm menos apelo para compras, mas o que ocorreu é que, neste primeiro ano, a maioria dos lojistas não teve tempo hábil para se preparar e ter estoque para oferecer descontos reais”, explicou Edson Piaggio, presidente da Abrasce-BA. “Então, quem não teve condições de participar agora preferiu planejar melhor a ação para o ano que vem”, revelou.

Sem decoração

O Shopping Paralela, na avenida de mesmo nome, foi um dos poucos que anunciaram, oficialmente, adesão à campanha por parte de todo o empreendimento. Ainda assim, as lojas, de modo geral, não apostaram na decoração verde-amarela ou fizeram alusão à Semana do Brasil, como recomendado pela equipe do presidente Jair Bolsonaro.

Algumas redes de móveis e eletrodomésticos, como a Casas Bahia, aproveitaram para inserir saldões programados como parte da campanha, mas também sem o compromisso de seguir o cronograma indicado pelo governo federal: na rede, o “saldão” vai até este domingo, 8.

Menor confiança

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb), índice que avalia as expectativas do setor produtivo do estado, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apresentou, em agosto, um quadro de menor confiança comparativamente ao observado no mês anterior.

A confiança se deteriorou e, assim, mais que neutralizou o avanço ocorrido um mês antes. Numa escala que pode variar de -1.000 a 1.000 pontos, o Iceb marcou -125 pontos, piora de 61 pontos em relação ao registrado em julho (-64 pontos).

Com o tombo mais recente, as expectativas continuaram a apontar pessimismo no meio empresarial baiano. O Iceb, na verdade, ficou abaixo de zero pela quarta vez seguida. A expectativa geral do empresariado local, assim, permaneceu na zona de pessimismo moderado.

A piora observada no nível de confiança evidenciou o retrocesso nos indicadores de duas das quatro atividades: Indústria, com recuo de 53 pontos; e Serviços, com queda de 113 pontos. Nos setores de Agropecuária e de Comércio, por outro lado, ocorreram altas de 1 e 121 pontos, respectivamente.

Ao fim, em agosto, a Agropecuária assinalou 183 pontos; a Indústria, -120 pontos; os Serviços, -207 pontos; e o Comércio, 21 pontos. O otimismo, portanto, prevaleceu na Agropecuária e no Comércio. O setor agropecuário, por sinal, foi o de maior pontuação pela oitava vez consecutiva.

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