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Alunas da escola pública usam sementes para criar papel

Por apresentar semente na sua composição, produto pode ser plantado após o uso

Publicado segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024 às 06:52 h | Autor: Da Redação
Esther Thayne é uma das alunas do Centro Estadual de Educação Profissional Álvaro Melo Vieira, de Ilhéus,  que criaram o  papel especial
Esther Thayne é uma das alunas do Centro Estadual de Educação Profissional Álvaro Melo Vieira, de Ilhéus, que criaram o papel especial -

Você já pensou na quantidade de papel que as pessoas usam diariamente e como ocorre esse descarte? Em 2020, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 12 milhões de toneladas de resíduos sólidos foram jogadas fora, com 4,7 milhões de toneladas sendo papel e papelão. Ao perceber a quantidade de material descartado na escola, Esther Thayne e Thyciane Marques, alunas do Centro Estadual de Educação Profissional Álvaro Melo Vieira, de Ilhéus, criaram um tipo de papel utilizando sementes de melão e melancia.

As estudantes explicam que misturaram os materiais descartados com sementes de melão e melancia para produzir um novo tipo de papel. Esse material pode ser plantado após o uso, graças às sementes em sua composição.

"A inspiração veio quando percebi o grande volume de papel sendo descartado na escola. Foi então que surgiu a ideia de aproveitar esse material junto com as sementes das frutas que são consumidas durante o intervalo e, assim, criaríamos o papel semente", disse Esther.

O produto apresenta características distintas em relação aos papéis convencionais. “As folhas de papel semente são únicas devido à presença de sementes incorporadas durante o processo de fabricação. Em termos de textura, podem variar dependendo dos materiais utilizados. Porém, muitas vezes, apresentam uma textura rugosa e rústica. Em comparação com papéis tradicionais, as folhas de semente tendem a ser mais delicadas, pois são projetadas para se decompor quando plantadas”, afirma.

O projeto, que faz parte do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação, é orientado pelas professoras Margarete Correia, Nádia Batista e Marilene Costa e foi aprovado em 2º lugar no edital da Broto, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Segundo elas, o objetivo é expandir o projeto e incentivar o uso do papel no dia a dia das pessoas.

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estreou no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros.

As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail [email protected].

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