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Portugal e Brasil criam centro de pesquisa na Ufba

Luan Borges*
Por Luan Borges*
Espaço foi aberto na sexta-feira, 17, no Instituto de Geociências da Ufba
Espaço foi aberto na sexta-feira, 17, no Instituto de Geociências da Ufba -

A Universidade Federal da Bahia (Ufba), o governo do estado e o governo português inauguraram, na manhã da sexta-feira, 16, no Instituto de Geociências (Igeo), no bairro de Ondina, em Salvador, o Centro Internacional de Investigação do Atlântico - Air Centre Bahia, resultado de uma cooperação entre as instituições. Um acordo no valor de aproximadamente R$ 15 milhões visa promover o intercâmbio de estudantes e pesquisas no oceano atlântico.

Mais de 1.500 alunos e 82 professores que integram o Igeo da Ufba serão beneficiados com convênio da universidade com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal (MCTES). A instituição de ensino, a partir de agora, além de intensificar as investigações de clima e tempo, poderá também proporcionar intercâmbio no país português para seus estudantes.

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“É uma reiteração das potencialidades do Instituto de Geociências para que possamos trabalhar e desenvolver pesquisas. O instituto é beneficiado com mais um meio de pesquisa, os alunos são beneficiados com as oportunidades e a comunidade com as descobertas”, comentou a diretora do Igeo, Olívia Oliveira.

Os estudantes dos cursos de geologia, oceanografia, geografia e geofísica poderão fazer aulas externas e de campo visando o aprofundamento no estudo de questões ambientais.

O titular da Sema, João Carlos Oliveira, comentou que o interesse em investir na proposta de parceria com o governo português visa proporcionar mais qualidade de estudo “do ambiente marinho e ter informações que identifiquem questões de clima, como por exemplo, os desastres que aconteceram em Caixa Pregos, São Miguel e Ilhéus”, disse o representante se referindo às ressacas marítimas que afetam ilhas e cidades distribuídas pela faixa litorânea da Bahia que tem 1.100 km de extensão.

Além dos aspecto ressaltados, o secretário reforçou que com a criação do centro, questões econômicas podem ser discutidas e até mesmo melhoradas, pois “o mar é um ambiente de turismo, esporte e transportes e o pacto poderá se colocar à disposição para beneficiar a população”.

Já o coordenador de negócios da Air Centre destacou que a unidade de pesquisa está também no Rio de Janeiro e no Ceará e que a parceria é de grande importância tanto para o Brasil quanto para Portugal.

“Estamos negociando com instituições de Portugal para promover a mobilidade de pesquisadores. A ideia é ter projetos em conjuntos e ambos os países pagarem pelos seus pesquisadores. As investigações são também para preservar as costas brasileiras, ou seja, conhecer os aspectos e ver o que podemos fazer para montar uma resistência costeira e estabelecer mais qualidade de vida para a população”.

Já para o professor e coordenador de pesquisa da Ufba, Thierry Lobão, que na cerimônia de oficialização do pacto representou o reitor da universidade, João Carlos Salles, comentou que considera o Centro um avanço, mas que “a instituição tem tido dificuldades em dialogar com o Ministério da Educação para proporcionar melhorias aos estudantes”.

Para a aluna de oceanografia, Ana Carolina Sala, 23 anos, “é de se reconhecer que a Ufba tem tido dificuldades com o governo federal. Mas esse pacto entre governo do estado, Portugal e Ufba pode ser de grande ajuda para estudar e, provavelmente, fazer um intercâmbio, coisas que estão em risco para nós estudantes”, disse a universitária.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira

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