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DANÇA DAS CADEIRAS

Sete ministérios de Lula seguem sem definição de substitutos; confira

Presidente Lula realiza última reunião com ministros, nesta terça-feira, 31, antes da desincompatibilização

Yuri Abreu

Por Yuri Abreu

31/03/2026 - 7:41 h

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Lula realiza última reunião ministerial antes do fim do prazo de desincompatibilização, nesta terça-feira, 31
Lula realiza última reunião ministerial antes do fim do prazo de desincompatibilização, nesta terça-feira, 31 -

O presidente Lula (PT) realiza, nesta terça-feira, 31, a última reunião ministerial antes do fim do prazo de desincompatibilização, no sábado, 4, com a expectativa de uma troca recorde no comando das pastas.

Ao todo, 20 integrantes deixarão os cargos para concorrer a cargos eletivos nas eleições de outubro. Neste momento, a estratégia do Planalto é substituir os ministros de saída pelos secretários-executivos.

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A maior parte dos ministros que deixam o governo mira o Senado. Das saídas previstas, mais da metade tem a Casa Alta como destino.

A prioridade se explica pelas atribuições exclusivas do Senado. Uma delas é a competência do presidente da Casa para autorizar a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.

Quem sai?

  • Indústria e Comércio – Geraldo Alckmin deixa o ministério para concorrer à vice-presidência na chapa de Lula. Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do MDIC, assume a pasta.
  • Agricultura e Pecuária – Carlos Fávaro sai para disputar uma vaga ao Senado. André de Paula, atual ministro da Pesca, fica com o cargo.
  • Portos e Aeroportos – Silvio Costa Filho vai ao Senado. Tomé França, secretário-executivo da pasta, deve assumir.
  • Povos Indígenas – Sônia Guajajara deixa o ministério para concorrer à Câmara. Eloy Terena, secretário-executivo da pasta, é o nome cotado para ficar.
  • Transportes – Renan Filho sai para disputar o governo de Alagoas. George Santoro, secretário-executivo, assume.
  • Casa Civil – Rui Costa vai ao Senado. Miriam Belchior, secretária-executiva, é quem deve assumir o comando.
  • Meio Ambiente – Marina Silva deixa o cargo para concorrer ao Senado. João Paulo Capobianco, secretário-executivo, fica com a pasta.
  • Fazenda – Fernando Haddad saiu para disputar o governo de São Paulo. Dario Durigan, secretário-executivo, já foi empossado no lugar.
  • Planejamento – Simone Tebet vai ao Senado. Bruno Moretti, secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, é o nome encaminhado.
  • Cidades – Jader Filho deixa o ministério para concorrer à Câmara. Vladmir Lima, secretário-executivo, assume a pasta.
  • Desenvolvimento Agrário – Paulo Teixeira sai para a Câmara. Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do MDS, deve ficar com o cargo.
  • Pesca – André de Paula vai à Câmara. Rivetla Édipo, secretário-executivo da pasta, é o nome cotado para assumir.
  • Educação – Camilo Santana deixa o ministério para atuar na campanha de reeleição de Lula. Tem mandato no Senado e deve reassumir a cadeira. Leonardo Barchini, secretário-executivo, assume a Educação.

Indefinições

Porém, nem todas as cadeiras têm destino definido. Há pelo menos sete ministérios sem substituto encaminhado, como Igualdade Racial (Anielle Franco), Esportes (André Fufuca) e Integração Regional (Waldez Góes).

A maior incógnita, porém, é a sucessão na Secretaria de Relações Institucionais. Segundo o Metrópoles, a ideia inicial era nomear Olavo Noleto um dos secretários mais próximos de Gleisi Hoffmann (PT). No entanto, o presidente Lula foi aconselhado a escolher um congressista com trânsito na Câmara para conduzir as negociações durante o período eleitoral.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), foi sondado para o cargo, mas recusou. Outro nome no radar para a pasta é o de Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que já decidiu permanecer no governo, atuando na campanha de Lula. A decisão, contudo, ainda cabe ao presidente.

Ainda há incerteza sobre Minas e Energia. Alexandre Silveira (PSD) sinalizou interesse em disputar o Senado por Minas Gerais, mas condicionou qualquer decisão ao aval de Lula. Caso saia, a tendência é que o secretário-executivo Gustavo Cerqueira Ataide assuma a pasta.

  • Empreendedorismo — Márcio França pode concorrer ao Senado por São Paulo.
  • Igualdade Racial — Anielle Franco pode concorrer ao Senado pelo Rio de Janeiro.
  • Esportes — André Fufuca pode concorrer ao Senado pelo Maranhão
  • Integração e Desenvolvimento Regional — Waldez Góes pode concorrer ao Senado pelo Amapá.
  • Direitos Humanos — Macaé Evaristo ainda não definiu se vai disputar uma vaga na Câmara ou no Senado.
  • Relações Institucionais — Gleisi Hoffmann vai disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
  • Comunicação Social — Sidônio Palmeira deve deixar a pasta em junho para se dedicar à campanha de Lula.

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