EMPREGOS & NEGÓCIOS
Franquia é opção para abrir negócio com pouco dinheiro

Investir em um projeto novo sempre requer muita pesquisa, cautela e dedicação, além de entender que muitos são os riscos de dar errado. Nesse cenário, as microfranquias se tornaram uma opção para as pessoas que querem empreender através de uma marca já consolidada e com um custo acessível em relação a grandes franquias. Neste mercado, há modelos de microfranquias por R$ 5 mil. Com o investimento máximo de R$ 105 mil, as microfranquias foram destaque na Bahia no primeiro trimestre de 2021, com maior faturamento e unidades. O setor faturou R$ 1,3 bilhão no estado que já conta com 6.169 unidades, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Sendo um investimento mais acessível, atrair franqueados não é tão difícil. Na cidade de Ipirá, Edivan Oliveira, 40, foi conquistado pela marca PremiaPão. Decidido a investir em algo novo, ele não se deixou assustar pela pandemia e desembolsou R$ 10 mil. A iniciativa foi tomada em abril deste ano e a escolha da empresa especializada na comercialização de publicidade em sacos de pão foi pensada com base na geografia do município e no lucro, que tem sido muito bom.
“Passei meses pesquisando sobre microfranquias e a PremiaPão se encaixou no que eu estava procurando. Ela é de baixo investimento, principalmente considerando o retorno financeiro que ela nos fornece. Na primeira campa nha que fiz, eu tirei R$ 6 mil de lucro, conta Edivan.
Setores e modelos
São muitos os setores disponíveis para quem tem interesse em se tornar um franqueado. No Brasil, operam 562 redes com modelo de microfranquia, sendo 63% puras (apenas com este modelo) e 37% mistas (com dois modelos).
Em meio a tantas possibilidades, o empresário Breno Calmon, 37, escolheu atuar no campo alimentício. A organização escolhida foi o Açaí NoKi lo, que foi fundada em Euclides da Cunha e hoje tem mais de 50 lojas espalhadas pela Bahia.
“Foi uma oportunidade de negócios que surgiu em 2020. Eu e minha esposa somos, hoje, franqueados da rede Açaí NoKilo, porque percebemos o potencial que a rede tinha em crescer quando ainda éramos cliente, explica Breno.
O empresário inaugurou sua loja em Salvador, no bairro da Boca do Rio, em 17 de fevereiro. Logo depois, a crise sanitária mundial virou uma realidade, o que tornou o início do negócio mais desafiador do que o previsto. Mas ele conseguiu gerir o projeto em meio à pandemia e potencializar o investimento. “Ser empreendedor é também correr riscos. Assim, investindo em franquias de baixo custo, os riscos de fechar as portas antes mesmo do primeiro ano são menores. Infelizmente, isso acontece com alguns empreendedores, diz.
A marca Açaí NoKilo também conquistou outros baianos, segundo a CEO Elizangela Siqueira. “Neste último ano inauguramos oito unidades no estado. Quatro em Salvador e o restante nos municípios de Capim Grosso, Itabuna, Morro de São Paulo (distrito de Cairu) e Itacaré”, relata.
Com o investimento inicial mínimo de R$ 100 mil, a microfranquia também conquistou novos horizontes nacionais. “Nesse segundo semestre de 2021, iniciamos a expansão da rede nacionalmente e já temos um contrato fechado para o estado de Pernambuco, e duas unidades no estado de Minas Gerais”, conta Elizangela.
Retorno rápido
O segmento da limpeza também faz parte do grupo de investimentos que está dando bons resultados. A administradora Clarissa Dantas apostou na microfranquia Maria Brasileira, que ocupa a sexta posição no ranking de franquias de baixo custo com maior número de unidades, além de ser a maior rede de limpeza residencial da América Latina.
“Eu estava em busca de um negócio que fosse realmente essencial para as pessoas, aí encontrei a Maria Brasileira e gostei muito da proposta”, afirma Clarissa.
Foi em 2019 que a administradora passou a representar a marca em Salvador. Ela aplicou R$ 45 mil na empresa e gostou do resultado que teve em pouco tempo. Assim, seis meses depois, comprou outra unidade, desta vez em Lauro de Freitas, e o rendimento financeiro passou a crescer.
“Hoje temos uma média de 300 atendimentos no mês. O nosso faturamento mensal chega a ser R$ 40 mil. É um negócio muito rentável”, diz.
Presente em Alagoinhas, Barreiras, Guanambi, Irecê, Paulo Afonso, Porto Seguro, Salvador, Lauro de Freitas e Santa Maria da Vitória, a rede, que tem sede no interior de São Paulo, conta com 15 unidades na Bahia.
Felipe Buranello, 33, CEO da organização, conta que, mesmo na pandemia, a empresa continuou crescendo. Em 2020, o crescimento foi de 40%. Para Felipe, um dos principais fatores que impulsionaram o desejo de investir em franquias de baixo custo foi o desemprego.
“No cenário que nós estamos vivendo, em que houve um número grande de demissões e muitos lugares fecharam as portas, muita gente começou a pegar o acerto e investir em um negócio. Isso aconteceu muito na Maria Brasileira, de fato, influenciou”, afirma.
O fato de a empresa oferecer suporte também foi um atrativo que influenciou a decisão daqueles que decidiram investir no negócio, principalmente na pandemia. “Em meio à pandemia, a empresa se fez muito presente. Toda semana tinha um encontro via live, em que diversos profissionais faziam orientações”, conta Clarissa.
Segundo Edivan, a PremiaPão também ofereceu todo suporte que ele precisou quando se tornou um franqueado durante a crise sanitária. “Passei por treinamento de vendas, aprendi técnicas para vender o produto e gerenciar o atendimento”, diz.
Em expansão
Nessa perspectiva, o crescimento do setor de microfranquias é algo muito nítido para o diretor regional da ABF, Cândido Espinheira. “O campo tende a crescer, pois as franquias de baixo custo possuem uma versatilidade de segmentos e são cabíveis em vários orçamentos. O fato de serem negócios com menor investimento reduz o prazo de retorno do investimento aos empreendedores que investem nas microfranquias”, explica o diretor da ABF.
*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló
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