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ECONOMIA

Pandemia faz renda dos trabalhadores mais ricos cair 16%

Ainda assim, grupo ganha 80 vezes mais, em média, que trabalhadores pobres

Da Redação

Por Da Redação

24/04/2022 - 17:17 h

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Com crise sanitária em curso, rendimento baixou para R$ 26.899 entre os trabalhadores mais ricos
Com crise sanitária em curso, rendimento baixou para R$ 26.899 entre os trabalhadores mais ricos -

A renda média do trabalho do grupo 1% mais rico no país caiu 16,4%, em termos reais, desde o começo da pandemia.

No quarto trimestre de 2019, antes da explosão da pandemia, a renda média do trabalho da fatia 1% mais rica era de R$ 32.157 por mês.

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Dois anos depois, no quarto trimestre de 2021, já com a crise sanitária em curso, o rendimento baixou para R$ 26.899, uma queda de R$ 5.258.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo, a partir de informações da Pnad Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento contempla apenas os recursos recebidos com o trabalho, e não consideram valores de investimentos e benefícios sociais. Desempregados não entram nos cálculos.

Segundo especialistas, além de dificuldades para conseguir reajustes, a explicação para a perda no topo da pirâmide é a inflação.

Ainda assim, o rendimento desse grupo específico ainda é 80,9 vezes maior (R$ 26.899) do que o dos profissionais 10% mais pobres (R$ 332) na média.

Elevação pequena

Já entre os que ganham menos, o rendimento passou de R$ 324 para R$ 332 entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2021, uma elevação de 2,3%.

O avanço na média, contudo, deve ser analisado com cautela devido a um efeito de composição do grupo, ponderam analistas.

Segundo eles, a chegada da pandemia, em 2020, expulsou do mercado principalmente os trabalhadores mais vulneráveis, em grande parte associados à informalidade e a menores salários.

No segundo trimestre de 2020, marcado por restrições a atividades econômicas e menos profissionais atuando no mercado, o rendimento dessa camada chegou a ser 16,2% maior, em média, do que no final de 2019.

Contudo, nos intervalos mais recentes, esse avanço vem ficando menor - foi de 2,3% no quarto trimestre de 2021 -, em meio ao retorno dos brasileiros mais vulneráveis à população ocupada e ao avanço da inflação.

Queda no geral

Na média de todos os grupos, o rendimento dos trabalhadores ocupados era de R$ 2.675 no quarto trimestre de 2019. Em igual intervalo do ano passado, recuou para R$ 2.447, uma queda de 8,5% em termos reais.

O resultado mais recente representa o menor nível da série histórica da Pnad com trimestres tradicionais (janeiro a março, abril a junho, julho a setembro e outubro a dezembro). Os registros começaram em 2012.

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