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Tecnologia invade universo fitness das academias


Simuladores 3D que criam cenários diferentes para o exercício, telas touchscreen nos aparelhos, aplicativos que atualizam os planos de treino, relógios e pulseiras que monitoram o desempenho do aluno. Novas tecnologias voltadas para a área fitness surgem a cada momento, e as academias brasileiras já estão começando a adotar recursos high-tech para aprimorar a malhação.
A rede de academias BodyTech, que possui unidades próprias e franqueadas em todo o país, começou a implementar no ano passado o Spivi, um simulador 3D utilizado nas aulas de ciclismo indoor (em ambiente fechado). Com o simulador, os alunos podem pedalar em meio a imagens de cenários diversos e receber por e-mail um relatório de seu desempenho na aula. O sistema deve chegar à Bahia no ano quem vem.
“A performance de todos é ilustrada na tela através de ‘avatares’. O sistema também permite criar times e competir com outras academias online no mundo todo”, explica o diretor técnico da BodyTech, Eduardo Neto. Para ele, o setor de academias no Brasil ainda está em processo de iniciação à tecnologia, com alguns equipamentos high-tech, e um uso maior de
Para o futuro, ele aposta na tendência do uso dos wearables, dispositivos como relógios e pulseiras que, na área fitness, podem medir o status de realização dos exercícios e monitorar atividade cardíaca, calorias perdidas e outros dados. “Isso vai permitir um nível de interação cliente x empresa totalmente diferenciado”, antecipa Eduardo Neto.
De olho nos smartphones
Por enquanto, a inovação que tem sido mais aplicada por academias é o uso de aplicativos baixados pelos usuários em seus smartphones. Além da BodyTech, que já tem o próprio app, a Alpha, rede de academias que surgiu em Salvador, também criou a própria plataforma.
“Pelo app, o aluno consegue acessar seus treinos de qualquer lugar, atualizar sua carga à medida que muda os pesos e, ao final, já receber o treino seguinte”, conta o coordenador-geral da Alpha, Guilherme Reis. O aplicativo também centraliza outros serviços oferecidos pela academia, como a revista da empresa, e o cartão do programa de benefícios. Outra função do Rede Alpha Fitness, o aplicativo da rede, é mostrar a programação de aulas de todas as unidades, o que permite que o aluno tenha aulas em qualquer unidade da rede.

Reis explica que os alunos da Alpha Fitness usam os smartphones para receber novos treinos, saber dos eventos e ter descontos (Foto: Luciano da Matta l Ag. A TARDE)
Oportunidade de negócio
O crescimento do uso da tecnologia nas academias também tem motivado profissionais de outras áreas, que estão criando serviços para melhorar a experiência de quem malha. Um grupo de estudantes de ciência da computação da Ufba está desenvolvendo um aplicativo que permite ao usuário malhar em qualquer academia parceira pagando apenas o valor da diária, sem criar vínculos. O projeto se chama Ufit e tem previsão de lançamento para o início de 2018.
“Tentamos solucionar problemas que estavam mantendo as pessoas longe das academias, como no caso de pessoas que precisam faltar muito, ou viajam com frequência e não veem vantagem em pagar uma mensalidade”, explica Joaldino Neto, um dos sócios do aplicativo, que foi apresentado durante a Campus Party deste ano e já tem cerca de 150 usuários em pré-cadastro. A equipe trabalha em conjunto com profissionais de academias no desenvolvimento.
O Ufit vai incluir um serviço que compara as academias participantes e indica opções onde o usuário vai ter uma experiência parecida com a de onde ele já malha. Ambiciosos, os jovens já têm planos ainda maiores para o futuro: “Queremos acrescentar uma inteligência artificial que permita dizer se o exercício está sendo executado corretamente e incluir um formato mais gamificado para manter o aluno motivado”, explica Joaldino.
Sebrae oferece apoio para inovação
Para academias que estão buscando implementar novas tecnologias, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) disponibiliza o programa Sebraetec, que oferece consultoria em diversas áreas (incluindo inovação e serviços digitais), com subsídios de até 70% nos preços.
Outro programa oferecido é o Agentes Locais de Inovação (ALI), que promove acompanhamento continuado para a empresa. O ALI teve três casos de sucesso com academias na Bahia este ano e vai abrir inscrições novamente em setembro de 2019.
*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló