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Chocolate é competitivo no mercado: Bahia vê exportações saltarem 41%

Nova lei fortalece cacau nacional e prova que o nosso chocolate é competitivo no mercado

Luciana Amorim
Por Luciana Amorim

A Bahia está num caminho célere para conquistar o mundo com a qualidade do seu chocolate. Maior produtor e exportador nacional dos derivados da fruta enaltecida nos livros de Jorge Amado, o estado alcançou importante desempenho nas exportações no 1º semestre de 2025: US$ 254 milhões, alta de 41,32% em relação a 2024, de acordo a Seagri. É um volume expressivo na produção de chocolates no Brasil, que avançou de 806 mil toneladas, em 2024, para 814 mil toneladas em 2025, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).

A Páscoa deste ano comprova a força do produto, com R$ 330 milhões em vendas de uma grande empresa nacional. Segundo a Abicab, foram oferecidos pelas companhias mais de 800 itens para a data, sendo 134 lançamentos exclusivos. Outro motivo para comemoração é a recente sanção da Lei nº 15.404, que cria novos parâmetros para a composição e a rotulagem de chocolates e derivados de cacau no Brasil. A nova legislação estabelece, entre outros critérios, percentuais mínimos de cacau nos derivados comercializados no País e define regras mais claras de rotulagem de itens nacionais e importados. A medida é um avanço importante para a valorização da produção nacional, além de garantir transparência ao consumidor e fortalecer a cadeia produtiva do cacau.

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Imprimir qualidade superior ao chocolate baiano exige união de esforços. Através da gerência de Negócios Internacionais, Comércio Exterior e Relações Internacionais da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), o produto ganha competitividade e agregação de valor, visando a internacionalização e competitividade das marcas. “Atuamos tanto no mercado interno quanto no externo. Realizamos treinamentos e oferecemos consultoria individualizada para um acompanhamento mais efetivo”, explica a gerente Patrícia Orrico.

Imagem ilustrativa da imagem Chocolate é competitivo no mercado: Bahia vê exportações saltarem 41%
| Foto: Editoria de arte A TARDE

Entre as ações, ela destaca a participação em eventos e feiras nacionais (Costa do Nordeste, Index) e internacionais (Salão do Chocolate em Paris), organização de missões comerciais e visitas técnicas. Uma ação relevante é o Programa Origem Bahia. “São produtos diretamente vinculados à origem, território, cultura local, tradição e perfil socioeconômico. A ideia é vincular a qualidade do produto à sua proveniência, como ocorre com o champanhe ou queijos europeus”, explica. O programa começou em 2012 com o setor de cacau e chocolate do sul da Bahia, explorando o aspecto ambiental (Mata Atlântica, Cabruca) e turístico da região. A ação inclui outros segmentos como cachaça, cervejas, licores, café e cosméticos.

No Programa Origem Bahia, a ideia é vincular a qualidade do produto à sua proveniência, como ocorre com queijos e champanhe
Patrícia Orrico - Fieb
Patrícia Orrico
Patrícia Orrico | Foto: Gilberto Jr | Coperphoto

A Chocolates Cruzeiro do Sul tem nome que homenageia a fazenda da avó da CEO da empresa, Ana Paranhos. Com práticas inovadoras na produção de chocolate gourmet, a fábrica em Uruçuca, sul da Bahia, oferece 35 itens, incluindo barras de chocolate, nibs, chá de cacau e bombons, somando de 100kg a 120kg produzidos ao mês. A empresa participa dos programas Origem Bahia e Mulheres da Terra, da Fieb, que promovem produtos regionais e apoiam o empreendedorismo feminino. A Cruzeiro do Sul marca presença em feiras coletivas, como a Index, divulgando produtos.

A empresa adotou a agricultura biodinâmica há cerca de 10 anos, alinhando-a ao início da produção de chocolates. Trata-se de uma forma avançada de agricultura orgânica, iniciada por Rudolf Steiner na Alemanha, em 1920. A Fazenda Cruzeiro do Sul tem o selo Demeter, certificação internacional de alta exigência. Para que um produto final ostente o selo Demeter, 70% de seus ingredientes devem ser certificados como biodinâmicos.

O foco principal, segundo Ana Paranhos, é a conquista do mercado internacional, em que o Demeter é mais reconhecido e valorizado e há maior poder de absorção para produtos de alto valor agregado. No mercado nacional, a meta e estruturar um e-commerce no segundo semestre.

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| Foto: Editoria de arte A TARDE

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