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Alexandre Gallo quer o time com os pés no chão

Daniel Dórea, do A TARDE
Por Daniel Dórea, do A TARDE
| Atualizada em

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>>Opine: Por que o Bahia caiu tanto depois do título brasileiro de 88?

Por mais banal que seja, a expressão “manter os pés no chão” não pode ser ignorada para a apresentação do jogo desta quarta-feira, 11, do Esquadrão de Aço, às 21 horas, contra o Poções, em Pituaçu. Todos os jogadores e o treinador Alexandre Gallo têm repetido exaustivamente a frase.

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A euforia que toma conta da parte tricolor da cidade, por conta da liderança e do triunfo no Ba-Vi de domingo, não pode passar para a equipe, que precisa apagar o retrospecto dos últimos anos em partidas pós-clássico.

A última vez que o Bahia conseguiu vencer depois de um sucesso no Ba-Vi foi em 2001, quando fez 1 a 0 no Fluminense de Feira. Na rodada anterior, havia batido o rival por 4 a 1.

Em 2008, foram três glórias no clássico e três derrotas nos jogos seguintes, um deles contra o próprio Poções, adversário desta quarta. E, para se ter ideia do quanto uma vitória em Ba-Vi pode relaxar um time, a Raposa era lanterna do campeonato na época.

“Ganhamos um clássico, que é um jogo muito importante, mas isso já passou. Agora, é manter o pé no chão e a concentração e continuar vencendo as partidas”, afirmou o atacante Beto.

O meia Hélton Luiz tem a mesma opinião do companheiro e considera o duelo contra o Poções muito importante. “Esse jogo de logo mais é o jogo da nossa afirmação. É pra vencer e convencer. O Gallo tem falado pra gente manter o pé no chão porque, realmente, o oba-oba é muito grande com o que a gente tem conseguido”, analisou.

Mas quem está realmente preocupado com o jogo é o atacante Reinaldo. Afinal, um camisa 9 não pode ficar sem marcar quando o time faz oito gols em dois jogos. “Sendo sincero, estou um pouco ansioso em marcar meu primeiro gol em Pituaçu. Já tá na hora”, disse o centroavante, que pretende finalmente impressionar a torcida. Até terça, 7 mil ingressos foram vendidos.

Fora do treino desta terça, o lateral Rubens Cardoso, o zagueiro Nen e o atacante Beto fizeram musculação, mas estão confirmados para o confronto. Já o goleiro Marcelo tem volta prevista para daqui a 30 dias. O médico Daniel Araújo não descarta cirurgia no joelho do atleta.

Mudanças – Sem poder contar com o volante Leandro e o meia Ananias, ambos suspensos, o técnico Gallo já sabe quem vai escalar, mas, como de costume, não divulgou antecipadamente.

Léo Medeiros tem vaga certa como terceiro homem, mas, na cabeça da área, a disputa entre Marcone e Rogério é forte.

Inutilizado, o meia Jean Carlo não faz mais parte do elenco. O próximo deve ser o atacante Rafael Silva, que Gallo disse estar flácido e precisar de dois a três meses para entrar em forma.

BAHIA X POÇÕES

Bahia - Fernando; Patrício, Alison, Nen e Rubens Cardoso; Rogério (Marcone), Elton, Hélton Luiz e Léo Medeiros; Beto e Reinaldo. Técnico: Alexandre Gallo.

Poções - Cristiano Taffarel; Fernando, Nunes, Alan e Buiú; Rodrigues, Bode, Davi e Ramon; Luiz Henrique e Jhuliam. Técnico: Índio.

Local: Roberto Santos (Pituaçu), às 21h.
Árbitro: Manoel Nunes Lopo Garrido.

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