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Alexandre Gallo vai manter o time contra o São Caetano

Moysés Suzart, do A TARDE
Por Moysés Suzart, do A TARDE

Quem não lembra de 2008, quando o Bahia venceu o Corinthians, em pleno Pacaembu, pela Série B, por 1 a 0, gol do meia Elias? Muitos torcedores acreditam que foi a maior alegria da temporada passada. Inclusive, depois desta derrota, o Timão só foi perder novamente no último domingo, para o Internacional.

Mas ter vencido o campeão da Segundona do ano passado não apagou uma estatística ruim do Bahia quando joga na Terra da Garoa. Nos últimos seis anos, o Bahia atuou em São Paulo 23 vezes e tropeçou na maioria. O representante da Boa Terra voltou triste do Sul em 65% dos duelos realizados por lá. No ano passado, perdeu seis dos sete jogos disputados na Série B.

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O único triunfo em 2008 foi justamente o jogo citado no início da matéria. O Timão, inclusive, faz parte das maiores alegrias em São Paulo. Dos cinco triunfo do Bahia no ‘campo minado’ paulista, dois foram contra o atual time de Ronaldo, o Fenômeno. Pena que o Corinthians não está mais na Segundona...

O time do técnico Alexandre Gallo tem pela frente cinco times paulistas na competição nacional: Bragantino, São Caetano, Ponte Preta, Guarani e Portuguesa. Destes, nenhum foi tão irregular como o Corinthians. Na verdade, nenhum perdeu para o Bahia quando atuou em seus respectivos estádios, pelo menos desde 2003, último ano do time baiano na Primeira Divisão.

Em São Caetano do Sul, próximo local que terá o elenco de Gallo atuando, o Bahia perdeu nas três oportunidades. Em 2003, o Azulão goleou o Esquadrão de Aço, na época treinado por Edinho. Em 2002 também perdeu, por 1 a 0, no Estádio Anacleto Campanella.

Contra os demais paulistas, apenas dois empates. Um contra o Bragantino, na Série C de 2007, além do Guarani, num placar sem gols, na Série B de 2005. Indagado sobre se este número negativo não passa de números ou realmente é difícil vencer os paulista em casa, o técnico Gallo foi direto: “O momento é outro. Estamos em um novo tempo e estes números todos servem apenas para estatística. Não temo nada”, garantiu o comandante, sem nenjuma sombra de medo.

Definido – E, para vencer o São Caetano, Gallo não vai inventar. Vai manter o mesmo time que atuou bem contra o Paraná, na estreia do Brasileirão. Nesta quarta-feira, 13, os 11 considerados titulares treinaram posicionamento e jogadas ofensivas, enquanto os demais bateram bola, com exceção do novato Hernani. O volante fez apenas trabalhos físicos na caixa de areia do Fazendão.

Joãozinho, por sua vez, que todos aguardavam participar do coletivo, não deu o ar da graça. Treinou um pouco com bola, mas a prioridade mesmo foi o condicionamento físico para estrear finalmente com a camisa do Bahia, após quase dois meses no clube.

Enquanto o atacante não entra, Gallo vai para São Paulo escalando o Bahia com Marcelo, Dedé, Evaldo, Nen e Rubens Cardoso; Leandro, Rogério, Élton e Léo Medeiros; Paulo Roberto e Reinaldo Alagoano.

O elenco treinanesta quinta-feira, 14, e viaja sexta, 15, à da tarde. Nesta quarta, a comitiva liderada pelo gestor de futebol Paulo Carneiro acompanhou os trabalhos de Gallo. Ao contrário do que se pensava, o clube continua em busca de reforços. O próximo setor beneficiado será a lateral direita, que tem Dedé como titular.

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