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Amigos, Gabriel e Marcos disputam vaga no Bahia

Mal começou a semana e o técnico René Simões já tem problemas para escalar o time diante do Coritiba, domingo, às 16h, em Pituaçu.
Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o lateral-direito Jancarlos está fora. Dois jogadores brigam pela vaga: Marcos e Gabriel.
Teoricamente, o lugar seria herdado pelo primeiro. Pois, o reserva imediato do camisa número 54, reinou absoluto na posição praticamente durante todo o Campeonato Baiano.
Das 20 partidas, Marcos atuou em 15 como titular. Fez dois gol. Porém, perdeu a posição para Jancarlos apenas na semifinal, no triunfo diante do Vitória (3 a 2), no Barradão.
Daí em diante, teve que se contentar com o banco de reservas. Das sete partidas que atuou pelo Brasileiro deste ano, apenas em uma foi titular.
Curiosamente, não na sua posição de origem. Diante do Botafogo (1 a 1, em Pituaçu), acabou improvisado na lateral-esquerda.
“Lamento a ausência do Jancarlos. Mas torço por essa oportunidade, pois iria finalmente começar de início uma partida na lateral direita. Além do mais, domingo é um dia muito especial”, ressalta o jogador, que diante do Coritiba, celebra os seus 22 anos.
Correndo por fora, está Gabriel, revelação da base do Esquadrão. Aos 21 anos, o soteropolitano é originalmente atacante. Mas desde o começo do ano, na maioria das vezes que é escalado (três pelo Baiano e seis pelo Brasileiro), acaba na lateral direita.
Para ele, tal situação não é vista como um problema, muito pelo contrário. “É minha grande chance de jogar. Quero estar em campo, independente da posição”, ressalta.
Até agora, das partidas que fez no nacional, em três foi titular. Nas demais, acabou saindo do banco de reservas. Os números, por enquanto, são favoráveis a Gabriel.
Segundo estatísticas do portal UOL, o camisa 21 tem 80,9% de aproveitamento em passes certos, contra 69,8% de Marcos.
Se não bastasse, no principal fundamento da posição, o cruzamento, o primeiro volta a levar vantagem. Em média, Gabriel realiza 3,7 por partida (aproveitamento de 31,8%). Marcos tem média de 2,3 bolas alçadas na área por jogo.
A disputa pela posição promete ser acirrada apenas nos treinos. Fora dele, Gabriel revela que a amizade prevalece. “Não existe isso de rivalidade entre nós, não. Somos grandes amigos dentro e fora de campo. A escolha fica por conta do René”, concluiu.