ESPORTES
Após longa espera, regularizado, Gutiérrez só pensa em jogar

Seja uma saltenha boliviana ou uma moqueca tipicamente baiana, o gringo Luis Gutiérrez encara. O importante é estar bem alimentado para, após mais de 50 dias de espera, finalmente poder estrear com a camisa do Bahia, domingo, em Pituaçu, diante do Itabuna.
O defensor chegou a Salvador em 31 de janeiro e, dois dias depois, iniciou a bateria de treinos no Fazendão. Desde então, foram 34 dias de trabalho – houve intervalo de duas semanas no período em que ele viajou para defender a Bolívia no amistoso contra Cuba, em 29 de fevereiro – aguardando a regularização, que só veio na última quinta-feira, 22.
“Foi uma espera muito longa. Eu não pensava que seria tanto tempo, mas agora já está tudo certo e estou à disposição do treinador para jogar até 90 minutos”, empolga-se o gringo, que diz ainda não ter conhecido os pontos turísticos de Salvador. Foi à Praia do Forte com amigos e pilotou kart em corrida contra os colegas de clube Danny Morais e Ciro. Mora com a esposa e a filha em Praia do Flamengo e sai sempre para jantar em restaurantes das redondezas.
Por sinal, a comida baiana agradou. Desde os petiscos, como bolinhos e iscas de peixe, até pratos como moqueca e carne do sol. Ontem, porém, foi dia de matar a saudade da culinária sua terra. Foi ao restaurante boliviano La Kantuta, ‘escondido’ no Caminho das Árvores há 30 anos, e mandou ver nas saltenhas e pasteis de forno.
Está faltando experimentar o acarajé. “Logo algum amigo daqui vai me levar”, deseja Guti, que diz já entender perfeitamente o português. “O difícil é conseguir me expressar da forma ideal”, pondera.
Lateral - Na hora que a bola rolar para ele, no entanto, não haverá complicações. Falando a língua universal do futebol, o boliviano, que pode jogar tanto na zaga quanto na lateral, tem sua preferência: “Pelo jogo que utiliza o Bahia, será melhor se eu atuar na lateral, mas eu era central no Oriente Petrolero e faço o que o treinador pedir”.
Bom para ele que os dois setores não estão ‘fechados’ na equipe de Falcão. A defesa tem sido criticada pelas últimas atuações e o dono da lateral esquerda, Ávine, ainda não se livrou dos problemas físicos. O reserva William Matheus não convence.
Assim, o negócio é ir logo para o campo. E não vai ter nem aquele papo de adaptação. “Depois de tanto tempo aqui, já me acostumei com o calor – faz muito calor – e com o jeito do time jogar. Estou pronto”, garante.