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COPA DO MUNDO

Após Messi, Marta quer ser a próxima craque campeã na despedida

Craque da Seleção Brasileira chega para a sua sexta disputa de mundial

Daniel Farias
Por Daniel Farias

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Camisa 10 da Seleção vai para a 6ª Copa como provável reserva
Camisa 10 da Seleção vai para a 6ª Copa como provável reserva -

Qualquer craque ou atleta que se destaca no esporte busca realizar o sonho de conquistar os principais títulos da sua modalidade. Muitos jogadores de futebol masculino, a exemplo de Ronaldo e Messi, dos maiores da história, não conquistaram o maior título da carreira no auge. No caso do argentino, sete vezes eleito o melhor do mundo, levantou a taça do Mundial apenas em sua quinta e última participação, no ano passado, no Qatar.

As histórias e os contextos são diferentes, mas a maior jogadora de futebol, com seis prêmios de melhor do mundo, Marta, aos 37 anos, também vai disputar a sua última Copa do Mundo, na Austrália e na Nova Zelândia, e buscará a coroação inédita.

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Em processo de renovação, a Seleção Brasileira conta com uma nova geração que vem se destacando. É muito possível que a craque alagoana fique na reserva, mas a sua experiência e qualidade podem ser decisivas nos jogos. O Brasil estreia no dia 24 de julho enfrentando o Panamá, em Adelaide, em seguida pega a França, no dia 29, em Brisbane, e termina a primeira fase jogando contra a Jamaica, no dia 2 de agosto, em Melbourne, pelo Grupo F – antes, no dia 20, próxima quinta-feira, acontece a abertura do torneio com Nova Zelândia x Noruega (4h da Bahia), Austrália x Irlanda (7h) e Nigéria x Canadá (23h30).

A própria Marta, em seu sexto Mundial – a primeira convocação ocorreu em 2003 – não nutre a expectativa de compor a equipe titular, mas demonstra entusiasmo para contribuir na trajetória de um possível título, que seria inédito também para a Seleção, sob o comando da técnica sueca Pia Sundhage.

No último amistoso antes da Copa do Mundo, no começo do mês, quando o Brasil aplicou goleada de 4 a 0 sobre o Chile, Marta ficou no banco até meados do segundo tempo. Quando entrou no lugar da zagueira Rafaelle, recebeu muitos aplausos e a vibração forte da torcida que compareceu ao estádio Mané Garrincha, em Brasília. Em entrevista depois da partida, a camisa 10 falou sobre o assunto.

Outra Marta

“Eu não conversei com Pia porque nunca conversei com nenhum treinador sobre ser titular ou algo desse tipo. As coisas sempre aconteceram de maneira natural. Tenho a devida noção de que eu não sou a Marta de 20 anos atrás, mas a maior felicidade é ver que, independentemente de estar em campo ou não, vai ter atletas que vão representar bem o nosso país com muito talento, muito amor e muito carinho”, falou a veterana, que, na última quinta, não participou do jogo-treino contra a China (Brasil venceu por 3 a 0), poupada para evitar desgaste.

Ela creditou a sua participação em uma Copa pela sexta vez ao trabalho individual e coletivo realizado durante os mais de 20 anos de carreira como jogadora de futebol. “A gente se dedica para se manter em alto nível. Tenho pessoas ao meu redor que me ajudam bastante, companheiras fantásticas tanto na Seleção como nos clubes. Quando você se dedica a um trabalho com amor e carinho, se torna mais fácil. Estou muito feliz de ir para uma sexta Copa do Mundo, jamais conseguiria isso sozinha, é surreal”, afirmou a craque brasileira, ainda na entrevista após a partida.

A jogadora também confirmou que não irá disputar o próximo mundial, que seria o seu sétimo, como fez a sua colega de Seleção por tantos anos Formiga, que participou do torneio de 2019, aos 41 anos. Ela tratou com humor e leveza a comparação.

“Será minha última Copa do Mundo. Desculpa, Formiguinha, mas não dá mais. A gente tem que entender que chega uma hora em que a gente tem que priorizar outras coisas”, disse a craque.

Momento histórico

Em entrevista no centro de treinamento em Gold Coast, na Austrália, onde a Seleção Brasileira está se preparando para o início da Copa do Mundo, Marta destacou que a competição deste ano se desenha como a maior da história para o futebol feminino.

“A gente que trabalha no futebol há muitos anos, a gente percebe a evolução. Já é a maior Copa de todos os tempos. E a tendência é crescer cada vez mais”, avaliou Marta, na última quarta-feira, ao tratar da expectativa para o seu último Mundial. A maior Copa do Mundo da história será marcada pela despedida de Marta. Que seja também a vez de a camisa 10 brilhar novamente, dessa vez com o título para as mulheres do Brasil.

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