ESPORTES
Arquitetos criticam projeto do Estádio da Fonte Nova
Urplan, Tecnosolo, Ernst & Young, Setepla, Ponto Z, KPMG, todas as seis empresas que apresentaram, no dia 14 de julho, projetos para o futuro da Fonte Nova e área do entorno foram convidadas a participar, nesta sexta-feira, 10, de um debate que reuniu professores e estudantes da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA), no auditório da instituição, no bairro da Federação. Porém, apenas os representantes da empresa baiana Urplan estiveram presentes.
Um CD da Tecnsolo com imagens do projeto também foi exibido. Já sobre os projetos das outras quatro empresas restou apenas a divulgação de imagens. De acordo com a diretora do curso de arquitetura da universidade, Solange Souza, a ocasião se tornaria essencial para que as empresas explicassem mais sobre os respectivos trabalhos.
“O que sabemos dos projetos é apenas o que a imprensa fala. Fizemos um pedido para participar da reunião que definiu a escolhida (Setepla), porém foi negado”, dizia em referência à reunião a porta fechadas que ocorreu no final de setembro entre representantes do governo estadual e as empresas candidatas.
QUEIXA – O arquiteto Carl Van Havenschild, um dos elaboradores do projeto da Urplan, aproveitou, também, para registrar sua insatisfação com a escolha do projeto. “Queremos saber os conceitos e critérios de avaliação das propostas apresentadas. Só recebemos uma simples comunicação por fax, informando o vencedor”, disse, sobre a ausência de um relatório comparativo entre as concorrentes.
Para Carl, o fator preponderante que culminou no triunfo da Setepla foi o fato de a empresa paulista – aliada da alemã Schulitz Partner Architekten –, ter sido responsável pela reforma da AWD Arena, de Hanover, para a Copa da Alemanha, em 2006.
“Isso foi essencial, sem dúvidas. Eles não falam sobre o entorno, do próprio terreno da Fonte Nova, somente da solução arquitetônica. E um momento como este seria para sanar as dúvidas”, afirmou. Na mesma linha de pensamento está o arquiteto Heliodoro Sampaio, responsável pelo projeto do anel superior do estádio, inaugurado em 1971. “Falam sobre a preservação da estrutura. Mas, vão mexer em 70%, já que o anel superior vai ser derrubado e também, parte do inferior. Isso tem que ficar claro”, concluiu.
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