ESPORTES
Atleta alega que não sabia que a injeção era doping
A velocista Josiane Tito disse nesta quinta-feira, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, que não sabia que a injeção que aplicaram em sua barriga, no dia 14 de junho, era doping. Ela faz parte do grupo de cinco atletas brasileiros que foram flagrados num exame surpresa e acabaram suspensos preventivamente, perdendo a chance de disputar o Mundial de Atletismo de Berlim, que começa em 15 de agosto.
Quem aplicou a injeção em Josiane foi o seu treinador, Inaldo Sena, que já assumiu a culpa. Segundo eles, o responsável por indicar a substância foi Pedro Balikian Júnior, coordenador do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Unesp. A droga utilizada foi a eritropoietina (EPO), que acelera o processo de recuperação dos atletas. O doping é o mesmo dos outros quatro envolvidos: Bruno Lins, Jorge Célio Sena, Luciana França e Lucimara Silvestre.
"Eu não sabia da substância que foi injetada na minha barriga, o meu treinador (Inaldo Sena) aplicou a injeção. Ele se reuniu com o Pedro (Pedro Balikian Júnior), que receitou um medicamento para oxigenar o sangue e melhorar o condicionamento físico durante os treinamentos", explicou Josiane. Depois de dizer que a droga "não mudou nada", ela contou que não tomaria a injeção se soubesse que era uma substância proibida. "Se eu soubesse, jamais deixaria aplicar em mim."
"O meu treinador só aplicou depois de o Pedro ter garantido 1.000% que não era doping e que não sairia na urina. Por isso, o Inaldo concordou", contou Josiane, que acrescentou que os outros quatro atletas envolvidos no caso também não sabiam que a substância era proibida. Ela prometeu agora lutar para provar sua inocência - se condenada, deve ficar dois anos afastada do atletismo. "O que importa hoje é a minha dignidade. Estamos sendo injustiçados."