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Atletas do Vitória afirmam que não existe mala branca

Moysés Suzart l A TARDE
Por Moysés Suzart l A TARDE

A prática já é uma velha conhecida do futebol mundial, mas virou moda neste Brasileirão tão disputado: a mala branca. O Vitória pega o São Paulo, sábado, 14, em horário modificado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), passando para às 18h30, horário baiano.

O tricolor é líder e nada menos que quatro times vão vestir a camisa vermelha e preta, torcendo contra os donos do Morumbi. Cenário perfeito para os jogadores ganharem uma ajuda financeira a mais para vencer o líder da Série A.

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Porém, jogadores garantem que não receberam nenhum mimo por parte dos que ainda concorrem ao título. “Não recebemos nada. Vamos ganhar porque precisamos, e não por ajuda financeira de quem precisa da derrota do nosso adversário. Porém, não acho nada de errado isto. Em todo mundo tem a mala branca e o errado é se tivessem pagando para nós perdermos”, confessou Leandrão.

O meia Gláucio concorda com o colega e acrescenta: “Não nos importamos com isto. É uma batalha pessoal nossa. É difícil e muita gente acha que estamos perdidos. Mas no futebol não é assim...”, sonhou. Em caso de mala branca, a vontade será maior, como já foi comprovado em 2008.

Na edição passada da Série A, o Vitória iria enfrentar o Grêmio, que brigava diretamente pelo título com o próprio São Paulo. Os jogadores rubro-negros teriam recebido a mala branca para vencer os gaúchos. O resultado? O Leão venceu por 4 a 2, ajudou os paulistas e pode ter ganho uma graninha extra.

Nas quatro linhas - Porém, não adianta receber a mala branca e jogar a bola quadrada dos últimos jogos. O Leão não só perdeu, como também não marcou nenhum gol nas rodadas anteriores.

Para o centroavante Leandrão, que marcou na última partida que o Vitória balançou a rede, diante do Náutico, tudo não passa de uma má fase. “É difícil dizer qual o culpado, pois o time é o mesmo de quando estávamos bem. A bola não entra pela fase mesmo. O problema é que nossa má fase foi na reta final”, disse Leandrão.

Mas não se pode culpar apenas a fase, principal desculpa do elenco. Ontem, no treino, a turma praticou chute ao gol. O que se viu foi preocupante com tamanha falta de pontaria da galera, tanto cruzando, quanto batendo no gol. Hoje o técnico Vagner Mancini deve promover o primeiro treino coletivo para decidir quem entra e sai da equipe que deu vexame contra o Avaí.

Uma coisa é certa. O meia Elkeson, que novamente mostrou não estar preparado para enfrentar um Brasileirão, não está disponível, pois sentiu o ombro. Wallace também ainda está com o joelho machucado e dificilmente atua em São Paulo.

O time terá o retorno de um centroavante nato. Leandrão volta de suspensão e assume a camisa 9. Roger já treina normalmente, mas não pode enfrentar o São Paulo, por força contratual. No meio, Leandro Domingues fica disponível, aguardando decisão de Mancini. Quem não deve atuar é Apodi. Nino Paraíba continua.

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