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Ba-Vi no Jóia - Parte IV
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É grande a expectativa em Feira de Santana com relação à programação esportiva da noite no Estádio Municipal, não apenas em virtude da realização, pela primeira vez, do maior clássico do N/NE, como também pelo fato de que o Clube do Remo está invicto na temporada que realiza em gramados baianos. Os ingressos para a contenda estão à venda desde ontem, sendo muito boa a procura, até agora.
O texto acima é da edição de 2 de maio de 1967 do jornal A TARDE e diz respeito à estréia dos Ba-Vis na cidade que neste domingo (27) abriga, a partir das 16h, o 414º duelo da história – mais de 40 anos depois, pelo visto, pouca coisa mudou.
Noves fora o ganho de importância da partida, na época apenas uma preliminar para o Fluminense local enfrentar o então bicampeão paraense, em um torneio amistoso (leia mais no Replay ao lado), o clássico segue cercado de ansiedade, extremamente decisivo que é, e com boa parte dos 16.274 bilhetes disponíveis já adquiridos.
Batismo – Como aquele terminou empatado em 2 a 2, o de logo mais servirá como verdadeiro tira-teima a respeito dos Ba-Vis disputados em Feira. Outros dois aconteceram recentemente no município (ambos graças a interdições da Fonte Nova), e cada time venceu um.
No dia 5 de novembro de 2006, Leandro Domingues e Jorge Henrique marcaram, André Pastor diminuiu e o 2 a 1, válido pelo octogonal final da Série C, não só iniciou a reabilitação rubro-negra rumo ao acesso, como praticamente eliminou o tricolor.
No dia 24 de fevereiro de 2008, porém, Rogério conferiu de cabeça, dançou o ‘créu’ e deixou o Esquadrão com oito pontos de vantagem sobre o arqui-rival. Um a zero sacramentado, transcorria-se, ali, a metade da fase de classificação do certame atual.
“O Jóia já sediou uma série de jogos importantes. Além desses clássicos, Vasco, Flamengo e Palmeiras, por exemplo, também já passaram por aqui. Agora taí, pronto e bonito, esperando o Ba-Vi”, fala José Fernandes, administrador da praça, que não sabe o recorde exato de público, mas garante que já deu até 25 mil. A “redução” da arquibancada foi após o Estatuto do Torcedor.
Segundo ele, a maior arena do interior baiano é um caso atípico de estádio cujo apelido veio antes mesmo de seu nome oficial. Quando o prefeito Almachio Boaventura lhe inaugurou, em 23 de abril de 1953, era conhecido apenas como o Municipal – ou a “jóia” da Princesa do Sertão. Com gols do saudoso Mário Porto, a equipe do Bahia de Feira aplicou 2 a 0 no Galícia.
A homenagem para Alberto Sampaio de Oliveira só ocorreu depois da conquista do título estadual de 69 pelo Fluminense. Além de vereador e filho de deputado estadual, Oliveira era o presidente do Touro do Sertão.
Àquela altura, o local havia acabado de ganhar tribuna de honra, cabines de imprensa, setor coberto nas cadeiras numeradas e vestiários para a arbitragem, além de serviço de bar. As obras de ampliação começaram no governo de Joselito Amorim, mas somente se concluíram durante a administração de João Durval, entre 67 e 71.
Gramado – Para os jogadores do Bahia, porém, o problema é o gramado. Ao longo de toda a competição, o elenco inteiro admitiu preferir as condições encontradas em Camaçari.
Mesmo assim, o goleiro Darci pondera: “Por ser um jogo decisivo, tem que ser onde cabe mais gente. Na fase em que o campeonato está, a gente tem que superar todos essas questões. É gostoso jogar em Feira, o clima é bom. E imagino que o campo esteja melhor, porque já tem tempo sem nenhuma partida lá. Antes eram três times atuando direto.”