ESPORTES
Bahia completa 80 anos de fundação neste sábado
Fundado em 1º de janeiro de 1931, o capricorniano Esporte Clube Bahia completa hoje 80 anos de fundação. No rico folclore de títulos, choros e lendas há milhares de formas de contar as principais passagens do Esquadrão octagenário. Ao sol que arde em Itapuã, um pedaço desta narrativa ganha face protagonista na rua da Literatura, nº 17. No dia do Natal, seu Gongó
aniversariou 65 anos. A família Santana se reuniu em um almoço para prestigiar o decano.
Entre alegres goles de cerveja e porções generosas de feijoada, a história do Bahia foi remontada por lembranças. Entre os familiares, nenhum sabe ao certo quem foi o primeiro tricolor do clã. Na árvore genealógica dos Santana, a paixão tricolor dá frutos em seis gerações sucessivas.
O ápice foi o título da I Taça Brasil, em 1959, recém-oficializada como Campeonato Brasileiro pela CBF. O torneio foi conquistado pelo Bahia em março de 1960, sobre o grande Santos de Pelé & Cia. Perfilado na foto dos que ousaram derrotar o Peixe está Biriba, ponta esquerdo habilidoso daquele time.
Biriba carregou com brilho o sobrenome da família Santana. Ele nasceu Armindo, em 1938, lá mesmo em Itapuã, e ganhou o apelido por ser um baixinho retado. Foi o irmão mais velho dele, seu Mimiro, hoje dono do bar Porongo (homônimo de uma bebida afrodisíaca inventada pelo próprio), que o levou para o Juventude Transviada, time juvenil do Esquadrão. Riram de
seu 1,56 metro no Campo da Graça, mas depois gostaram tanto do seu futebol que ele ficou por treze anos lá, conquistando um penta estadual e gozando o privilégio de excursionar pela Europa.
O sobrinho Ivan, 53, guarda uma pequena lembrança daquela aventura do tio no Velho Continente. Ele trouxe um avião de brinquedo que piscava. Foi sucesso de São Cristóvão.
Grã-finos - Das recordações de seu Mimiro e seu Gongó vêmos detalhes da fundação do Bahia. Todos os dois tentaramsorte no clube então recém-criado e que começava a rivalizar com o Ypiranga pela hegemonia estadual. Seu Gongó, o aniversariante, era considerado o grande craque dos Santana. Até o filho mais velho de Biriba, Armindo, 45, não titubeia: jogava mais
que papai. Teve menos sorte.
Seu Gongó lembra que fez teste no Bahia, contudo, mesmo como bom futebol, foi barrado. Era um time de grã-finos. Os jogadores eram filhos de gente [importante]. O Bahia não era time do povo, diz. Na década de 1970, quando o tricolor há muito já havia superado seu ranço elitista, Gerson Teles, 56, aguardava sua vez para estrear na equipe principal.
Veja a matéria completa e leia mais sobre o especial dos 80 anos do Bahia na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado, 1º, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.