ESPORTES
Bahia e Vitória se esforçam para se modernizar
A promessa de contar com o patrocínio da Petrobras para reformar o Barradão continua, segundo o presidente do Vitória, Alexi Portela. Os investimentos, porém, estão parados. “É essa crise financeira”, justificou.
O cartola garante que a obra acontecerá no futuro e vai contemplar a instalação de um placar eletrônico moderno, a reformulação do prédio da administração, substituição do gramado e implantação de 40 camarotes, além de cobertura e ampliação da arquibancada. Tudo isso custaria cerca de R$ 4 milhões.
Por enquanto, as reformas são mais humildes, feitas com dinheiro próprio. Com R$ 400 mil, o clube reformou os gramados do Barradão e de dois campos do CT; recuperou as instalações elétricas; asfaltou os estacionamentos e construiu mais dois apartamentos na concentração.
Alexi Portela promete mais R$ 400 mil para duplicar o vestiário, com a construção de um auditório para preleções, e erguer torres de iluminação para o campo de treino principal.
Responsável pela parte estrutural da Toca do Leão, Haroldo Tavares assegura que a segunda etapa da obra começa em, no máximo, 15 dias. Por enquanto, funcionários trabalham livrando o gramado das ervas daninhas.
Na noite da última terça-feira, 6, na rádio Itapoan FM, Alexi Portela disse que, por causa das vias de acesso incompletas, a prefeitura não liberaria a capacidade total de Pituaçu para a estréia do Bahia.
“Não quero criar polêmica, mas como se pode administrar um estádio sem alvará?”, questionou ele, que acredita que o governo deveria administrar a praça. “Mas se abrir licitação nós vamos participar”, decretou.
BAHIA – Desde os tempos de Marcelo Guimarães, o pai, que o Fazendão não virava canteiro de obras. Agora, com o filho no comando, o centro de treinamento está ganhando reformas, ainda tímidas, mas que estão mudando a cara de alguns setores.
A primeira reforma foi nos apartamentos da concentração. As televisões foram trocadas, mobílias, ar condicionado, além da pintura. Os banheiros também foram reformados. Segundo o gerente de operações do Bahia, Claus Dieter, o campo é prioridade. “O gramado terá tratamento intensivo até o final da temporada”, assegurou.
As mesas plásticas da cozinha foram substituídas por metálicas e o refeitório ganhou ar condicionado. O departamento médico também mudou, mas ainda precisa de ajustes. “O que vai surgindo de necessidade, vai entrando na fila, como uma reforma na sala de imprensa”, revelou Dieter.
O mistério está na origem do dinheiro, considerando a crise financeira do Bahia. O gerente de operações faz mistérios da fonte, mas garante: “Após o termino das principais obras vamos divulgar quem ajudou. Mas posso dizer que o investimento partiu de parcerias, permutas e torcedores apaixonados”.
Os valores exatos também não foram divulgados, mas, a princípio, giram em torno de R$ 150 mil reais. Sobre parcerias, uma delas é com o Hotel Sol Bahia Atlântico, que está abrigando, a preço abaixo da tabela, todo o elenco.