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Bahia perde destaques e Bonamigo terá que se desdobrar na escalação

Daniel Dórea l A TARDE
Por Daniel Dórea l A TARDE

Antes de o meia Ananias e o ala Alex Maranhão serem incorporados ao time titular do Bahia pelo técnico Paulo Bonamigo, a pergunta era: o que fazer para que a equipe reagir e fugir do rebaixamento para a Série C?

Pois bem, eles entraram e mudaram o jeito de jogar do tricolor. A dupla, nascida em São Luís, contribuiu com a velocidade e perseverança de Ananias e a precisão nos cruzamentos de Alex.

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O problema é que ambos foram substituídos durante o jogo contra o Vila Nova e, além de terem deixado o Bahia na mão na própria partida, em que o time levou pressão o tempo todo, vão passar a ser desfalques a partir da próxima rodada.

O caso de Alex é o mais grave de todos. Chegou a se divulgar que ele teria se contundido por conta de um pisão no pé, mas ele conta a real história: “Acabei me machucando sozinho. Fui travar o pé para arrancar e ele virou dentro da chuteira”, disse o jogador, antes de dar a explicação técnica. “Fraturei o quinto metatarso do pé e vou precisar de um mês para calcificar o osso e de mais um mês de fisioterapia”. Ou seja, futebol para o curinga só em 2010.

Não se sabe se no Bahia ou em outro canto. “Eu estava vivendo um momento bom, tinha ganho ritmo de jogo. Até agora não chegou nada para mim, mas seria uma honra poder jogar aqui no ano que vem”, afirmou.

Ananias também não entra mais em campo neste ano. Por causa de um carrinho que deu na defesa, ele sofreu um estiramento de 5 cm na coxa e precisa de mais 30 dias, no mínimo, para se recuperar. Tristeza para a torcida e para o jogador, que esperava estar de volta no próximo sábado, contra o Guarani.

Já o atacante Nadson vive um caso menos dramático. O resultado do seu exame só sai hoje, mas é provável que ele ainda possa atuar na competição.

Com todos os problemas, Bonamigo realizou um coletivo nesta quinta-feira, 12, e fez experiências. Na lateral esquerda, Roberto e Hélder foram testados, com chances maiores para o primeiro.

No meio, as maiores dúvidas. Gripado, o volante Marcone não participou do treino e foi substituído por Bruno Silva, que fez as vezes de terceiro zagueiro. No lugar do suspenso Hernani, foram testados o meia Juninho e o cabeça-de-área Willames. Hélton Luiz e Juliano se revezaram no posto que era de Ananias e o veterano Paulo Isidoro fez o papel de Nadson no ataque.

Campinense a perigo - Além do possível caneco vascaíno, o Campinense – que vai a Curitiba enfrentar o Paraná – pode ser confirmado nesta sexta, 13, à noite como o segundo time a ser rebaixado para a Série C, uma vez que o ABC já consolidou a queda.

O time paraibano é penúltimo, com 33 pontos. Em caso de vitória, segue vivo na disputa. Se o resultado for outro, a queda estará certa, já que não chegaria mais aos 42 pontos, número do Bahia, primeiro fora da zona.

O jogo entre ABC e Brasiliense, que seria realizado nesta sexta, foi transferido para sábado, 14. Isso por conta do jogo entre Brasiliense e São Caetano (2 a 2), que só foi disputado na quarta, por conta do apagão que também atingiu a capital federal.

Os seis jogos previstos para sábado começam mais tarde – a partir das 16h10 (horário da Bahia). A rodada será fechada à noite com o confronto entre Ipatinga e Atlético Goianiense, às 20h30, em que a torcida tricolor vai, ironicamente, vibrar se o rubro-negro de Goiânia vencer.

A turma tricolor também precisa ficar ligada em outros dois jogos, torcendo pelo São Caetano contra o Juventude e pelo Vila Nova diante do Fortaleza.

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