ESPORTES
Bahia prestou queixa na 27ª

Durou até as 23 horas a instauração do Termo Circunstanciado (inquérito para delito de pequeno potencial ofensivo) contra os 46 torcedores apontados pela invasão ao Centro de Treinamento Fazendão, sede do Esporte Clube Bahia, e briga com jogadores e funcionários do time.
O Bahia mandou à delegacia apenas o advogado Marcus Antônio Costa, que acusou os conduzidos – da torcida organizada Terror Tricolor – de vandalismo, agressão e roubo de material esportivo, inclusive a bola do treino.
No grupo, levado à 27ª Delegacia (bairro de Itinga, em Lauro de Freitas), pela Polícia Militar, cerca de 60% são adolescentes, alguns de 14 anos, muitos vestidos com fardas colegiais. Os jovens foram qualificados (tiveram dados pessoais anotados), enquanto o presidente da torcida, comerciante Carlos Ronei Carvalho de Melo, 32, prestou depoimento ao delegado Cedric Lobosco.
Melo negou que seu grupo tenha iniciado o confronto e acusou, no depoimento, o técnico Arturzinho como “responsável pela troca de agressões”. Segundo ele, o tumulto começou “porque os jogadores não aceitaram nosso protesto pacífico” e teriam iniciado as agressões. “Reagimos e deu no que deu”, declarou.
Ainda segundo Melo, ele e o presidente do clube, Petrônio Barradas, teriam apartado a briga inicial. “Aí Arturzinho desistiu do treino e, mesmo com aviso meu e de Petrônio, saiu empurrando todo mundo para passar com os jogadores, então a briga foi feia”, disse.
Um jovem, que ficou ferido, e o segurança do Bahia, Jair Costa Apolinário – ferido com pedrada durante a invasão – receberam guia para exames de corpo de delito.