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Bahia recebe o Colo-Colo em Pituaçu nesta quinta-feira

Daniel Dórea, do A TARDE
Por Daniel Dórea, do A TARDE
| Atualizada em

No Rio de Janeiro, a Taça Guanabara equivale ao Primeiro Turno do Campeonato Estadual. É tão valorizada que times pequenos contam como título, tem troféu, volta olímpica e garante o campeão na finalíssima.

Em âmbito local, conquistar o Primeiro Turno não vale absolutamente nada, a não ser a afirmação de um time que busca recuperar a hegemonia do seu estado com uma campanha que encanta pelos números.

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Na rodada desta quinta-feira, 26, a 11ª, última dos jogos de ida, o único que tem chance de levar o título simbólico é o Bahia. Para isso, basta um simples triunfo diante do penúltimo colocado, Colo-Colo, às 21 horas, em Pituaçu.

Com 25 pontos, o tricolor está apenas um acima do Vitória, mas o Leão não tem chance de ganhar o aposto de melhor equipe do primeiro turno mesmo que vença o Itabuna e o arqui-rival tropece diante do Tigre. Isso porque o Bahia ainda tem um jogo a cumprir, em Salvador, diante do Madre de Deus, marcado para o dia 31 de março.

Não se sabe se, no final, o Esquadrão vai voltar a sorrir depois de assistir a outros vencedores por sete anos, mas a trajetória neste início de ano já conseguiu animar o torcedor. E não é para menos. Um começo tão bom de Estadual não se via desde 1990, quando o time também conseguiu oito vitórias e um empate em nove partidas.

Caso o Colo-Colo seja batido nesta quinta, a estatística a superar passa a ser a de 1981. No Campeonato Baiano daquele ano, o Bahia derrotou 12 dos seus 13 primeiros adversários. Apenas um dos duelos terminou empatado.

Já o recorde de invencibilidade será um pouco mais difícil de bater. No Baianão de 1991, o tricolor não perdeu nenhum dos seus 21 primeiros jogos. Foram 14 vitórias e sete empates. Caso consiga detonar essa marca, o Bahia termina a fase inicial sem sofrer derrotas.

Pelo discurso sempre mecanizado da maioria dos jogadores e treinadores, os recordes não têm importância, apenas os títulos. Mas há de se convir que alcançar feitos não atingidos nem pelo time campeão brasileiro de 1988 nem pela histórica equipe de 86 – que tinha Zanata, Bobô e Cláudio Adão em plena forma – é, no mínimo, motivo de orgulho.

Ferrolho – Mesmo diante de uma das piores equipes da competição, que já está com seu terceiro treinador, o técnico Gallo mantém a política do respeito. vez, até exagerado.

Sem contar com o atacante Beto, que aprimora a forma física em treinos separados do resto do grupo, o comandante prefere não escalar outro jogador da posição, mas improvisar.

No coletivo tático que realizou na última terça, no Fazendão, Gallo lançou mão de um time com quatro volante, um meia e apenas um atacante. Traduzinho, o meia Ananias foi deslocado para o ataque e faz dupla com Reinaldo. No meio, Rogério e Leandro fazem a proteção à zaga e, mais à frente, Elton e Léo Medeiros – também volantes de origem – ficam encarregados da criação.

Assim, o comandante fica impossibilitado de colocar em campo, pela primeira vez no ano, os seus jogadores de linha favoritos. Por outro lado, mostra uma característica sua que ainda não havia sido notada: ele prefere manter jogadores que vêm atuando, mesmo precisando mexer nas características de cada um, do que colocar em campo atletas que costumam figurar no banco de reservas.

Por isso, o rápido Rychely, que marcou diante do Vitória da Conquista e teoricamente seria o substituto imediato de Beto, continua como opção para o segundo tempo. Assim, Gallo pode manter Rogério no time. Diante do Bode, ele já havia deslocado Elton para a lateral esquerda pelo mesmo motivo.

BAHIA X COLO-COLO

Bahia - Fernando; Patrício, Alison, Nen e Rubens Cardoso; Leandro, Rogério, Elton, Léo Medeiros e Ananias e Reinaldo. Técnico: Alexandre Gallo.

Colo-Colo - Vinicius; Alex Santos, Osmar, Rodrigo, Rubem; Patrick, Xandu, Fábio Santos e Alvaro; Ednei (Ismaile) e Celson. Técnico: Sérgio Oliveira.

Local: Roberto Santos (Pituaçu), às 21h.
Árbitro: Lúcio José da Silva Araújo.

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