ESPORTES
Bahia: Um time, duas medidas
Para a torcida tricolor, alegria e apreensão são divididas de acordo com o tempo de jogo. Pelo menos na Segundona, o Bahia tem sido dois times, um em cada tempo de partida. Nos primeiros 45 minutos, a empolgação toma conta dos jogadores de Arturzinho, quase sempre resultando em gols. Mas o retorno do intervalo tem sido quase sempre um suplício e motivo de decepção.
Para se ter uma idéia do bom início de duelo, dos dez gols marcados na competição, oito foram estufados no primeiro tempo. Destes, metade foram convertidos antes dos 25 minutos, tempo em que o Esquadrão de Aço consegue o domínio da bola. As assistências são mais precisas, quase sempre deixando os atacantes de cara pro gol. Tentos no segundo tempo, apenas em duas oportunidades. Juca marcou na estréia do time baiano, fazendo aos 25 minutos do segundo tempo, arrancando o empate em 1 a 1 diante do Fortaleza.
O outro gol convertido na etapa final foi de Emerson Cris, na virada em cima do Avaí, por 2 a 1. E foi só. O que mais ocorreu no retorno do intervalo foi um Bahia fraco, sem ritmo, e decepcionando sua torcida. Das 13 bolas que entraram na rede tricolor, nove foram no segundo ato. O único gol sofrido no início, contra o Avaí, no Jóia, não teve muita importância, pois o tricolor conseguiu virar o marcador.
Os demais saldos negativos foram decisivos para os tropeços. Contra o Ceará, pode ser o melhor exemplo para a oscilação do time baiano nas partidas. Diante do Vovô cearense, a tropa do técnico Arturzinho foi arrasadora na primeira metade do encontro, fazendo 2 a 0, com gols de Galvão, aos 37, além de Elias, um minuto depois. Entretanto, na segunda parcial, foi um desastre. Caiu o nível técnico e acabou levando os dois gols de empate.
No jogo seguinte, mais um vexame. Também fora de casa, enfrentou o Juventude e converteu o primeiro gol, com o bom começo. Mas, no retorno do intervalo, acabou levando três dos quatro gols dos gaúchos. Para o treinador Arturzinho, o problema da falta de ritmo não é na preparação física, mas nas chances desperdiçadas.
“Somos superiores, mas ainda pecamos nas finalizações. Isso acaba prejudicando no decorrer da partida”, disse Artur, após a partida diante do Fortaleza, na qual o Bahia, como sempre, fez gol no primeiro tempo, mas levou no segundo.
Retorno – Para a partida diante do Vila Nova, o tricolor terá o retorno de Fausto, suspenso na última partida pelo cartão vermelho, diante do Avaí. Com isso, Rogério retorna à zaga e deixa uma briga entre Alison e Cléber Carioca pela outra vaga. Marcone permanece no banco e Artur tem a explicação. “Ela está 2 quilos acima do peso ideal. Um jogador jovem e de qualidade como ele não pode estar nesta situação”, afirmou.
Nesta quarta-feira, 9, os titulares fizeram trabalhos leves. Muitos acabaram no Departamento Médico. Cléber carioca reclamou de dores no tornozelo, assim como o atacante Charles. Emerson Cris, no joelho esquerdo, e o meia Elias de desconfortos musculares. Os reservas participaram de um coletivo com a turma júnior.
A equipe viaja nesta quinta-feira, 10, para Goiás, mas antes faz um treino pela manhã, para definir a equipe. A novela com Nonato continua indecisa e novas contratações não foram anunciadas.
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