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Bahia visita o Vitória da Conquista nesta quarta-feira
A felicidade de vencer o clássico é tanta que, muitas vezes, custa a derrota no jogo seguinte. Pelo menos costuma ser assim quando se trata do Bahia. No ano passado, após o único triunfo sobre o rival, até que o tricolor conseguiu vencer, mas de forma pouco convincente, o fraco Poções, que terminaria rebaixado. Porém, em 2008, o time derrotou o Leão três vezes e perdeu dois dos jogos seguintes, contra o Poções e o próprio Vitória, na fase final.
Nesta quarta-feira, 3, às 20h30, o Esquadrão visita o Vitória da Conquista e o técnico Renato Gaúcho não quer saber de ressaca pós-Ba-Vi. “Eles (jogadores) já tiveram o domingo à noite e a segunda para curtir. Porém, eles têm essa profissão maravilhosa que os obriga a matar outro leão logo no jogo em seguida. Foram cobrados no domingo e, amanhã (quarta), serão mais uma vez”, avisou o treinador, visivelmente de ótimo humor.
E, nove dias após a perda da mãe, ele explica o porquê do semblante sereno. “Ganhamos uma tranquilidade maior para esta semana. Problemas todo mundo tem e supera, mas vencer sempre ajuda a melhorar tudo, ainda mais quando você faz milhões de pessoas que nem conhece felizes”.
Mas a tranquilidade não pode ser confundida com acomodação. Tanto Bahia quanto Conquista já estão classificados para a segunda fase, só que têm outros objetivos bem maiores. “Bahia e Vitória têm obrigação de passar na primeira posição”, definiu o meia Ananias, que conhece os perigos que vai encontrar no terreno do adversário, em segundo do Grupo 1, mas três pontos à frente do tricolor, líder do Grupo 2.
“A gente sabe que, lá, é complicado. O campo é pequeno, a torcida apoia e o time tem qualidade”, descreveu o atleta. Renato Gaúcho completa: “Aquele placar no primeiro jogo (3 a 0) foi mentiroso. Eles nos deram trabalho demais”.
Ausências - Mas o comandante não deixa de lado as lamentações pelos desfalques. “Infelizmente, a gente não consegue repetir a escalação”, queixou-se. Alison, que voltou a sentir dores no joelho operado recentemente, e Rogerinho, ainda afastado por conta de uma entorse no joelho, são ausências sentidas.
Já a de Edilson, poupado, estava no planejamento. “Ele não é mais uma criança. Até queria jogar, mas temos uma programação que ele já tinha conhecimento. Eu já fazia isso com o Romário, afinal, se acontecer uma lesão, podemos perder o jogador por muito tempo”, explicou Renato.
Com tudo isso, o zagueiro Vágner, artilheiro do time, que perdeu a posição justamente no clássico, volta no lugar de Alison. Quem também deve ganhar chance é o centroavante Lima, que vem sendo posicionado de maneira estranha quando entra. Apesar do jeitão de homem de área, sempre aparece no meio-campo.
“Prefiro jogar de atacante, apesar de não gostar de ficar fixo na área. Só que, quase sempre que eu entro, é para atuar com Edilson e Gral. Aí eu tenho que buscar mais o jogo. Se for escalado só com Gral amanhã (quarta), vou ficar mais na área”, garantiu o atleta.
Ponte DM-Galo? - Ainda recuperando-se de contusão, o goleiro Marcelo pode estar se transferindo para o Atlético Mineiro. A informação vem da imprensa de Belo Horizonte, mas o clube não confirma. Tampouco desmente, já que o técnico Luxemburgo vem sofrendo com a instabilidade de Aranha e do uruguaio Carini.