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Barrichello joga golfe enquanto espera o GP do Brasil

Perto da última prova do ano, Rubens Barrichello participou hoje do circuito Ayrton Senna de Golfe, no Clube de Campo São Paulo. Falou um pouco sobre golfe, sobre a primeira temporada na Honda, e evitou falar do ex-companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, que se aposenta logo após o GP do Brasil. "Não vou ficar lembrando muito dele, não", disse.
O piloto da Honda, que está na sétima posição do campeonato e conquistou apenas 28 pontos, joga golfe nas horas vagas. "É uma semana tão cheia que vale a pena dar uma soltada no golfe", assinalou. Mas no golfe está mais para uma Ferrari ou Super Aguri? "Estou no meio... uma Hondinha. É bom poder estar aqui. Vou dar mais de mim porque esta é uma competição que vale muito por levar o nome de alguém que vale muito para mim. O Ayrton me deus ótimos conselhos e a amizade. Mas não tenho treinado golfe tanto quanto gostaria."
Sobre a expectativa para a corrida em Interlagos, Rubinho ressaltou: "Eu venho para cá com a experiência de 14 anos, mas a vontade da primeira vez. Não venho com expectativa de vitória, como vim nos últimos seis anos com a Ferrari. Isso tira um pouco da pressão, mas ao mesmo tempo não tira a vontade de fazer bonito em casa."
O piloto admitiu que a temporada na Honda ficou abaixo das expectativas. "O campeonato realmente não foi como planejei, especialmente as três primeiras provas. De qualquer forma, na fase ruim você precisa melhorar - e disso posso me orgulhar. Saí do buraco, melhorei, tive uma fase boa. Os pontos não foram aqueles que planejei, mas para um primeiro ano, em que tive dificuldade de adaptação com controles de tração e freio, foi bom. Estou numa fase melhor agora", analisou.
Aos 34 anos, o veterano avaliou como positiva a primeira temporada de Felipe Massa na Ferrari e falou sobre Nelsinho Piquet, que será o piloto de testes da Renault ano que vem. "Felipe está fazendo um bom trabalho, é um bom momento para ele ver o Schumacher sair e ele ficar na Ferrari. Sobre o Nelsinho, é legal ver um sobrenome com aquele gabarito entrar na Fórmula 1 hoje, mas ele entra em uma fase em que estão diminuindo os testes. É improvável que ele teste tanto quanto o (Ricardo) Zonta testou em outras equipes. Mas é importante. Temos ótimos pilotos no Brasil, só não estamos tendo muitas chances porque a Fórmula 1 está reduzindo essas chances."
O piloto da Honda também deu seu palpite para decisão de domingo: "É improvável que a taça saia da mão do (Fernando) Alonso." A Ferrari poderia armar alguma estratégia contra o espanhol? "Não tem o que armar, são dez pontos atrás."
Rubinho só "azedou" quando questionado sobre Michael Schumacher. "Todo, digamos assim, esportista, tem sua hora de parar. Foi um momento certo. Na minha opinião não vai acabar como campeão, mas acabou bem. É difícil falar sobre a imagem que fica dele. Foram seis anos juntos, e apesar de não querer lembrar de coisas ruins, têm coisas que marcaram. Mas não tenho uma imagem fixa do que passou. Também tivemos momentos bons."
Mais momentos bons ou ruins? "Não importa. Não vou ficar lembrando dele, não", encerrou.