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Clubes das Séries A e B questionam divisão de receitas na Libra

Receita seria repartida de forma desigual a proposta apresentada e assinada pelos oito clubes

Da Redação
Por Da Redação

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De acordo com a proposta, cerca de 40% de toda a receita seria repartida de forma igualitária, enquanto os outros 60% seriam variáveis
De acordo com a proposta, cerca de 40% de toda a receita seria repartida de forma igualitária, enquanto os outros 60% seriam variáveis - Foto: Lucas Figueiredo | CBF

Em reunião realizada na sexta-feira, 6, clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro divulgaram uma nota de repúdio demonstrando desacordo com os termos apresentados para a criação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra).

Nos principais temas questionados pelas agremiações, estariam uma divisão de receita desigual na proposta apresentada e assinada pelos oito clubes que concordaram com a iniciativa (confira a nota completa abaixo).

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"Os termos aceitos em São Paulo por outros 6 clubes (da Série A) perpetuam o abismo que existe hoje, ao manterem a parte igualitária das receitas em 40%, enquanto nos campeonatos mais bem sucedidos este percentual pode chegar a 68% somando todos os direitos domésticos, internacionais e de marketing, caso da Premier League, por exemplo. Não é aceitável que haja clubes ganhando 6 vezes mais do que outros, enquanto nas melhores Ligas do mundo essa diferença não ultrapassa 3,5 vezes", diz trecho do comunicado dos demais clubes.

Até o momento, Corinthians, Red Bull Bragantino, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Ponte Preta e Cruzeiro assinaram a criação da Libra.

De acordo com a proposta, cerca de 40% de toda a receita seria repartida de forma igualitária, enquanto os outros 60% seriam variáveis, sendo 30% por performance e 30% por engajamento e audiência. A ideia dos clubes é que essa divisão seja 50% igualitária e outros 50% variáveis.

Os clubes que se opuseram à criação da Libra foram Athletico-PR, Atlético-GO, Avaí, Brusque, Ceará, CSA, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Náutico, Operário-PR, Sampaio Corrêa, Sport e Vila Nova.

Nota completa:

A maioria dos clubes de futebol integrantes das séries A e B do Campeonato Brasileiro segue em seu esforço pela criação da Liga de Clubes e, com esse objetivo, se reuniu na tarde desta sexta-feira para discutir os critérios que nortearão, em bases sustentáveis e justas, o equilíbrio de forças no futuro.

Entre os assuntos debatidos, o mais relevante foi a divisão de receitas de forma que contribua de fato para o aprimoramento da competição, tornando menos desiguais as condições de competitividade atuais.

Os termos aceitos em São Paulo por outros 6 clubes perpetuam o abismo que existe hoje, ao manterem a parte igualitária das receitas em 40%, enquanto nos campeonatos mais bem sucedidos este percentual pode chegar a 68% somando todos os direitos domésticos, internacionais e de marketing, caso da Premier League, por exemplo.

Não é aceitável que haja clubes ganhando 6 vezes mais do que outros, enquanto nas melhores Ligas do mundo essa diferença não ultrapassa 3,5 vezes.

Outro ponto a ser aprimorado é a adoção de premissas que não privilegiem pilares de difícil aferição, em especial ao que tange a engajamento. Tais critérios, na visão da maioria dos clubes que participaram da reunião, apenas perpetuam a posição de superioridade de alguns sobre outros, não dando a oportunidade de maior equilíbrio dos campeonatos.

A criação da Liga entre os 40 clubes será a oportunidade de se mudar efetivamente o futebol brasileiro e esse objetivo não pode se subordinar a interesses individuais de alguns, petrificados há décadas na superioridade de recursos. Sabemos que não seria justo buscar igualdade total de receitas, mas sim equanimidade e melhor distribuição.

O futebol brasileiro não avançará sem que haja um consenso entre os 40 clubes das séries A e B de que a justa distribuição de receitas gerará maiores oportunidades na disputa.

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